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Caixa valida projetos sustentáveis por todo o Brasil

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Foto: Guia Selo Casa Azul CAIXA

Por meio do Selo Casa Azul CAIXA, CEF classifica empreendimentos habitacionais com base em sustentabilidade e abre possibilidades a diferentes agentes do setor

Criado como uma metodologia de avaliação a projetos habitacionais sustentáveis, apresentados à Caixa Econômica Federal (CEF) para financiamento, hoje o Selo Casa Azul Caixa é tido como uma das ferramentas públicas mais aliadas à construção sustentável nacional. Para tal, construtoras, poder público local, empresas públicas de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais podem participar com seus projetos de empreendimentos habitacionais, em todas as linhas de crédito do banco.

“Os objetivos principais da CEF são incentivar o uso racional de recursos naturais na construção de edificações de interesse social e reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as despesas mensais de seus usuários”, explica Sandra Cristina Bertoni S. Quinto, gerente executiva da Caixa Econômica em exercício. Outra importante finalidade do instrumento é promover a conscientização de empreendedores e moradores brasileiros sobre as vantagens das construções sustentáveis, considerada uma prática irrevogável aqui e no mundo.

 

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Edifícios do Complexo Chapéu Mangueira-Babilônia certificados com Selo Casa Azul da Caixa – Foto: Caixa Econômica Federal

 

Sandra observa, ainda, que “ao criar o Casa Azul, a CEF buscou firmar o compromisso com o financiamento de habitações mais sustentáveis e, ao mesmo tempo, reconhecer e valorizar os projetos habitacionais que adotam soluções e práticas responsáveis com o meio ambiente e a economia”. Assim, o método de concessão do selo de sustentabilidade consiste em verificar, durante a análise de viabilidade técnica do empreendimento, o atendimento aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pela metodologia.

 

Como obter o Selo Casa Azul da CEF?

Conforme explicado por Sandra, assim como ocorre nos processos de outros selos ambientais, o sistema do Casa Azul CAIXA também se utiliza de critérios de avaliação. São 53 ao todo, além do “Critério Bônus” para inovações, que analisam especificamente projetos de habitação social organizados em seis categorias, dentre elas: Qualidade Urbana, Projeto e Conforto, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão da Água e Práticas Sociais. Todas contam com critérios de atendimento obrigatórios e outros de livre escolha.

 

Logomarcas - níveis Ouro, Prata e Bronze - Foto: Guia Selo Casa Azul CAIXA
Logomarcas – níveis Ouro, Prata e Bronze – Foto: Guia Selo Casa Azul CAIXA

 

A gestora da CEF explica: “Para receber o Selo, o projeto deve atender aos critérios obrigatórios, o que dá direito ao nível Bronze. Com mais seis critérios atendidos, ou seja, de livre escolha, a edificação recebe o nível Prata, e com mais 12 critérios, o nível Ouro”. A tabela a seguir apresenta, em detalhes, as categorias e especificações para participação no programa da Caixa Econômica Federal:

 

1. QUALIDADE URBANA

Avaliação

5 critérios avaliados:

1.1

Qualidade do Entorno – Infraestrutura 

obrigatório

1.2

Qualidade do Entorno – Impactos 

obrigatório

1.3

Melhorias no Entorno 

livre escolha

1.4

Recuperação de Áreas Degradadas 

livre escolha

1.5

Reabilitação de Imóveis 

livre escolha

2. PROJETO E CONFORTO

 

11 critérios avaliados:

2.1

Paisagismo 

obrigatório

2.2

Flexibilidade de Projeto 

livre escolha

2.3

Relação com a Vizinhança 

livre escolha

2.4

Solução Alternativa de Transporte  

livre escolha

2.5

Local para Coleta Seletiva 

obrigatório

2.6

Equipamentos de Lazer, Sociais e Esportivos 

obrigatório

2.7

Desempenho Térmico – Vedações 

obrigatório

2.8

Desempenho Térmico – Orientação ao Sol e Ventos 

obrigatório

2.9

Iluminação Natural de Áreas Comuns 

livre escolha

2.10

Ventilação e Iluminação Natural de Banheiros 

livre escolha

2.11

Adequação às Condições Físicas do Terreno 

livre escolha

3. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

 

8 critérios avaliados:

3.1

Lâmpadas de Baixo Consumo – Áreas Privativas

obrigatório p/ HIS – 0 a 3 s.m.

3.2

Dispositivos Economizadores – Áreas Comuns

obrigatório

3.3

Sistema de Aquecimento Solar

livre escolha

3.4

Sistemas de Aquecimento à Gás 

livre escolha

3.5

Medição Individualizada – Gás 

obrigatório

3.6

Elevadores Eficientes 

livre escolha

3.7

Eletrodomésticos Eficientes 

livre escolha

3.8

Fontes Alternativas de Energia 

livre escolha

4. CONSERVAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS

 

10 critérios avaliados:

4.1

Modulação de Projeto 

livre escolha

4.2

Qualidade de Materiais e Componentes 

obrigatório

4.3

Componentes Industrializados ou Pré-fabricados 

livre escolha

4.4

Formas e Escoras Reutilizáveis 

obrigatório

4.5

Gestão de Resíduos de Construção de Demolição – RCD

obrigatório

4.6

Concreto com Dosagem Otimizada 

livre escolha

4.7

Cimento de Alto Forno (CPIII) e Pozolânico (CP IV)

livre escolha

4.8

Pavimentação com RCD 

livre escolha

4.9

Facilidade de Manutenção da Fachada

livre escolha

4.10

Madeira Plantada ou Certificada

livre escolha

5. GESTÃO DA ÁGUA

 

8 critérios avaliados:

5.1

Medição Individualizada – Água 

obrigatório

5.2

Dispositivos Economizadores – Sistema de Descarga

obrigatório

5.3

Dispositivos Economizadores – Arejadores 

livre escolha

5.4

Dispositivos Economizadores – Outros Reguladores de Vazão

livre escolha

5.5

Aproveitamento de Águas Pluviais 

livre escolha

5.6

Retenção de Águas Pluviais 

livre escolha

5.7

Infiltração de Águas Pluviais 

livre escolha

5.8

Áreas Permeáveis

obrigatório

6. PRÁTICAS SOCIAIS

 

11 critérios avaliados:

6.1

Educação para a Gestão de Resíduos de Construção e Demolição – RCD

obrigatório

6.2

Educação Ambiental dos Empregados  

obrigatório

6.3

Desenvolvimento Pessoal dos Empregados 

livre escolha

6.4

Capacitação Profissional dos Empregados  

livre escolha

6.5

Inclusão de Trabalhadores Locais 

livre escolha

6.6

Participação da Comunidade na Elaboração do Projeto

livre escolha

6.7

Orientação aos Moradores 

obrigatório

6.8

Educação Ambiental dos Moradores 

livre escolha

6.9

Capacitação para Gestão do Empreendimento

livre escolha

6.10

Ações para Mitigação de Riscos Sociais 

livre escolha

6.11

Ações para a Geração de Emprego e Renda 

livre escolha

CRITÉRIO BÔNUS

livre escolha

 

A obtenção do Selo Casa Azul é voluntária e, por isso, é o proponente quem deve manifestar o interesse na adesão, apresentando os projetos, a documentação e as informações técnicas completas. “Durante a obra, ele deve executar todos os itens previamente especificados e aprovados pela CEF e implantar as práticas sociais previstas. A análise de viabilidade técnica é realizada por arquitetos, engenheiros e assistentes de projeto social das Gerências Executivas de Habitação da CAIXA, em todo o país”, destaca Sandra.

 

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Fachada do Residencial Pérola da Pedra que possui o Selo Casa Azul da Caixa – Foto: Divulgação

 

Aos participantes, o Guia Selo Casa Azul, disponível no site da Caixa Econômica, é essencial e dispõe de material de apoio e orientações sobre o preenchimento da documentação. Segundo a gerente da CEF, após a análise dos projetos, é realizada a assinatura de um contrato no qual o cliente se compromete a executar todos os itens especificados. “Nesse momento, emitimos um certificado que informa o nível obtido. Geralmente, o Selo é concedido a projetos com obra não iniciada, porém, nada impede que edificações em construção também o recebam”.

 

Empreendimentos certificados, exemplos reais

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Complexo de Paraisópolis – Foto: Caixa Econômica Federal

 

Menos impactos a natureza, usuários e arredores. Viabilidade financeira. Redução de custos no uso e manutenção. Maior conforto térmico e mais qualidade de vida. Valorização imobiliária. Ampliação do conceito de responsabilidade socioambiental. Esses e outros benefícios práticos, já bem conhecidos de quem prioriza a sustentabilidade em suas obras, são conquistas sentidas, sobretudo, pelos moradores dos empreendimentos de interesse social sustentáveis certificados e financiados pela CEF.

No entanto, não param por aí. As vantagens profissionais também são grandes aos promotores do setor que têm por objetivo conquistar o Casa Azul CAIXA para suas construções habitacionais. Após a concessão do Selo, por exemplo, as construtoras podem utilizar a logomarca da metodologia como um diferencial de venda de seus imóveis. Além disso, Sandra afirma que nos financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o construtor também conta com redução nas taxas de juros.

“Nos últimos meses, percebemos um aumento substancial na procura pelo Selo por parte de diferentes construtoras, o que representa um ganho para os futuros habitantes”, comenta a gerente executiva da CEF. Os Condomínios E e G do Complexo de Paraisópolis e o Edifício Hab 2 do Complexo Chapéu Mangueira/Babilônia, voltados a populações de baixa renda, além dos Residenciais  Bonelli e Pérola da Pedra, estão entre alguns dos tantos projetos hoje reconhecidos pelo Selo Casa Azul CAIXA.

 

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Residencial Bonelli, o primeiro de Santa Catarina a receber o Selo Casa Azul da CEF – Foto: Divulgação

 

Ficha técnica

Condomínios E e G | Complexo de Paraisópolis

Ano de entrega

2012

Localização

Vila Andrade, São Paulo (SP)

Programa

PAC Urbanização de Favelas

Total de unidades

117

Área total construída

Paraisópolis E: 8.885,72 m² | Paraisópolis G: 3.289,70 m2

Quantidade de critérios atendidos

39

Nível

Ouro

Proponente

Prefeitura de São Paulo

Projeto de arquitetura

Elito Arquitetos Associados

Edifício Hab 2 | Complexo Chapéu Mangueira/Babilônia

Ano de entrega

2013

Localização

Leme, Rio de Janeiro (RJ)

Programa

Pró-Moradia Urbanização de Favelas

Total de unidades

16

Área total construída

Chapéu Mangueira: 34.595m² | Babilônia: 83.731m²

Quantidade de critérios atendidos

32

Nível

Ouro

Proponente

Prefeitura do Rio de Janeiro

Projeto de arquitetura

Arquitraço Projetos

Residencial Bonelli

Ano de entrega

2012

Localização

Santo Antônio, Joinville (SC)

Programa

Imóvel na Planta – SBPE

Total de unidades

45

Área total construída

4.418,46 m2

Quantidade de critérios atendidos

32

Nível

Ouro

Proponente

Rôgga Construtora e Incorporadora

Projeto de arquitetura

Cecyn Arquitetura & Design

Residencial Pérola da Pedra

Ano de entrega

2013

Localização

Pedra Branca, Palhoça (SC)

Programa

Financiamento Apoio à Produção – Recursos SBPE

Total de unidades

80

Área total construída

12.000 m2

Quantidade de critérios atendidos

36

Nível

Ouro

Proponente

VITA Construtora

 

 

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