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Casa E – Protótipo de inovações tecnológicas sustentáveis

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CasaE – BASF

Casa E da BASF serve como catálogo ao ar livre e exibe maiores tendências para construção civil, inclusive tecnologias ainda ausentes no mercado nacional

Inaugurada em 2013 no Brasil, ou seja, dois anos antes da Casa Econômica, a Casa E é um modelo desenvolvido pela BASF para apresentar as principais inovações tecnológicas e sustentáveis disponíveis para a indústria da construção civil. Diferentemente do target popular da Casa Econômica, a Casa E, casa de ecoeficiência energética, tem um target para um público premium. A redação do portal TEM Sustentável esteve presente in loco no catálogo vivo de soluções oferecidas pela química à arquitetura e engenharia.

A Casa E, que teve investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões no projeto inteiro, apresenta 36 soluções BASF e conta com a contribuição de 29 empresas parceiras. Há muitas tecnologias presentes ali que ainda não estão no mercado brasileiro. São muitas interferências integradas. “A ideia é exatamente disseminar tendências no País”, define a engenheira Luisa Ferreira, coordenadora da Casa Econômica e da Casa E. Apesar de localizadas lado a lado, na Avenida Professor Vicente Rao, em São Paulo (SP), a casa mais antiga tem área construída de 400 m².

 

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Luisa Ferreira – Foto: Juliana Tahira

Antiga é, de fato, apenas modo de falar. A Casa E, cujo projeto arquitetônico de dois andares foi concebido pelo escritório Athié Wohnrath, em apenas três anos de existência, já passou por uma fase de renovação, uma “segunda onda”. Isso em 2015, mesmo ano em que foi desenvolvida a Casa Econômica e em que a BASF completou 150 anos. E já está em fase de programação uma chamada “terceira onda”, com inserção de novas tecnologias e parceiros. A princípio está projetada para 2017, entre os meses de março e julho, provavelmente.

 

O sistema construtivo e as tecnologias presentes na Casa E

Um dos grandes trunfos é se tratar de uma casa tropical, com apresentação de uma série de soluções térmicas, utilizadas principalmente em regiões frias. Muito por conta do sistema construtivo adotado, o ICF (Insulated Concrete Form), que lembra a alvenaria convencional. O material da BASF são os blocos de poliestireno expandido (EPS) modificado por grafite, sob a marca Neopor.

 

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Aplicação do Neopor

 

“Um transformador agrupa e termofunde o material, formando o ICF”, relata Luisa. O sistema teve a parceria da Exacta Engenharia. Esta é a primeira e única casa no Brasil construída com este sistema. Tanto que foi necessário treinar mão-de-obra e importar material para o País. “A construção se encaixa como LEGO. E ganha muito em produtividade. Com esse material, tivemos apenas 2% de perdas”, completa.

A construção civil tem, em média, 20% de perdas na parte construtiva, para efeitos de comparação. Atualmente, o ICF é utilizado em mais de 60% das novas casas no Canadá e de 30% nos Estados Unidos. O ambiente termicamente confortável da Casa E também resulta em 17% de economia no consumo de energia, segundo Estudo de Ecoeficiência conduzido pela Fundação ECO.

 

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Placas de neopor

 

No entanto, a eficiência energética é alcançada por meio de diferentes soluções, não só pelo uso do ICF. Duas placas fotovoltaicas localizadas no andar de cima, ao lado de uma área com churrasqueira, alcançam cerca de 17% de eficiência, respondendo por 40% do consumo da casa. Outro ponto é a automação residencial, que garante o uso adequado de iluminação e climatização. São diversas soluções como cortinas motorizadas, controles por smartphone ou tablet, câmeras IP e sistema de aspiração a vácuo.

 

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Detalhe do FXA 0600 da Flex Automation

 

Uma das responsáveis por isso é a Flex Automation, que entrou na casa por meio da Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (AURESIDE). São dois painéis touchscreen da empresa. Um deles, bem na entrada da Casa E, é o FXA-0600. Na sala de estar, ele controla seis circuitos de dimerização de lâmpadas ou on/off e realiza cinco cenas com iluminação e outros módulos. Executa também o controle com micro módulo para as persianas e com blaster para ar-condicionado e a parte de áudio e vídeo.

 

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Software da Flex Automation que controla os sistemas de áudio e vídeo, ar condicionado, iluminação e persianas

 

O outro é o painel FXS-6152, pertencente à linha sustentável da Flex Automation, localizado no andar de cima, no escritório. Controla oito circuitos, seis cenas, persianas e áudio e vídeo. O produto possui duas contatoras. O seu caráter sustentável se apresenta, principalmente, por medir o consumo real pelo visor e possibilitar o desligamento de tomadas, o que elimina o chamado “consumo fantasma” de energia. O software instalado é originário da empresa, podendo ser acessado nos próprios painéis ou remotamente, por iPad ou smartphone.

Os vidros ao redor da casa permitem a entrada da luz do sol por várias áreas. E diferentes pisos utilizados internamente possuem tecnologia para refletir essa luz solar no teto. No entanto, isso acaba não importando num projeto inicialmente arquitetado em torno de um cenário noturno. Todo o projeto de iluminação da Casa E foi elaborado pela ACENDA, escritório de Projetos de Iluminação, numa parceria com a própria BASF. Depois, com a equalização das soluções, entrou o sistema de automação da AURESIDE, com tipos de cenas que instruem o usuário a consumir menos energia. O consumo para os sistemas de iluminação da Casa E, aliás, é de 9 W/m².

 

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Projeto de Iluminação da ACENDA para sala da CasaE – Foto Juliana Tahira

 

Foi concebido um sistema totalmente com tecnologia LED. Isso significa que equipamentos de iluminação foram desenhados para esse específico tipo de tecnologia, onde o LED é integrado ao equipamento. A Philips, parceira da BASF, foi a fornecedora dos equipamentos. É importante ressaltar que a ACENDA elaborou o projeto de iluminação pensando na qualidade e uso do espaço, a fim de proporcionar uma atmosfera acolhedora e aconchegante aos usuários.

Existe ainda um moderno elevador, instalado em parceria com a Atlas Schindler, cujo sistema de tração elimina o uso de cabos de aço convencionais. Além de ser um equipamento silencioso, garante acessibilidade para que pessoas com deficiência e/ou cadeirantes possam chegar ao andar de cima da casa sem precisarem passar pela escada.

 

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Mesa rústica da Tora Brasil

 

O Elastopir, mesmo material da Casa Econômica, um painel metálico com núcleo de poliuretano, também está presente em paredes da Casa E. Os quartos têm variação de tecnologias. A maioria foi feita de gesso, com drywall. Tanto a sala de reunião quanto a área da churrasqueira possuem mesas compridas e rústicas da Tora Brasil, ambas com o selo de certificação ambiental FSC. Importante ressalva.

Durante a nossa visita, chovia muito. Apesar da muita água lá fora, notamos que tanto nos quartos quanto na sala de reunião, mal ouvíamos a chuva. “Isso acontece por causa da solução Basotect, da BASF. É um absorvedor acústico, apresentado na forma de placas de diferentes tipos, com os belos designs feitos pela parceira Owa Sonex”, explica Luisa. Outro responsável por isolar a acústica são as esquadrias com vidro duplo Veka.

 

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Sala de reuniões – Foto: Juliana Tahira

 

Na área externa, três aspectos chamam bastante atenção. O primeiro são os pisos drenantes, que têm o Elastopave como carro chefe, um composto de agregados aglomerados com poliuretano. “O estacionamento e o piso bege, uma espécie de pequena pista para andar entre a Casa E e a Casa Econômica, têm ambos cerca de 90% de absorção, de permeabilidade”, comenta Luisa.

Três cisternas de 1500L completam o trabalho de economia de água. “Realizam toda a captação e posterior reutilização da água para regar o jardim, fazer a lavagem de vidros e decks, entre outras funções”, complementa. O mesmo estudo da Fundação ECO mostrou um consumo 64% menor de água com essas soluções adotadas.

Em segundo, valorizando a arte urbana, um mural de 75 m² produzido pelo artista plástico Rui Amaral, um dos precursores do movimento do graffiti nacional. A produção veio durante a “segunda onda”. Aliás, a renovação veio nas cores aplicadas na casa, as tendências para 2017. Outra curiosidade foi a guarita, pintada toda de preta, para demonstrar a solução Sicopal da BASF. Um pigmento frio aplicado na tinta para gerenciar o calor. Reflete a radiação solar ao invés de absorvê-la, entretanto. Ou seja, a temperatura é mantida baixa, mesmo numa superfície escura.

 

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Mural de Rui Amaral junto à guarita pintada de preto com a solução térmica Sicopal

 

Há dois destaques de acrílicos premiums da Suvinil na área externa, única marca B2C da BASF. O primeiro é o Sempre Nova, com acabamento semiacetinado, que mantém a fachada com aparência original por 10 anos e que não desbota nem permite que a sujeira grude. O segundo é o Proteção Total, de acabamento fosco, que resulta numa fachada livre de fissura e com filme 100% elástico.

Por último, mas não menos importante, um belo jardim, projeto de paisagismo sustentável desenvolvido por Ricardo Cardim. No local onde existia um córrego, Cardim procurou resgatar plantas nativas da Mata Atlântica, como angico, cedro rosa, ingá, jequitibá-branco, entre outras.

 

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Jardim nativo da Mata Atlântica criado por Ricardo Cardim

 

As constantes renovações têm como objetivo manter a Casa E sempre atrativa e com a menor necessidade de manutenções possível. Para que as pessoas sempre retornem e se encantem com as novas tecnologias empregadas. Há apenas 10 unidades de casas ecoeficientes BASF espalhadas pelo mundo. A maioria delas se encontra envolta por outros contextos, muitas delas dentro das próprias sedes da empresa.

A unidade localizada no Brasil, além de exclusivamente tropical, é a única inserida no meio urbano e aberta para o público conhecer, recebendo também palestras e discussões sobre sustentabilidade, por exemplo. Desde a inauguração, mais de 13 mil pessoas já a conheceram. Caso deseje fazer uma visita, acesse http://casae.basf.com.br/sac/web/casae/pt_BR/agenda.

 

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Fachada interna – Foto Juliana Tahira

 

A Casa E possui certificação LEED-NC (New Construction) Gold, concedido pelo Green Building Council.

 

Confira vídeo abaixo da BASF logo após o lançamento da Casa E.

 

 

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Um comentário

  1. Ademar Souza Perazzo

    Isto os políticos não veem com bons olhos porque não da renda pra eles, se algum olhar com sabedoria e vontade transformava a sustentabilidade em lei criando cooperativas especializadas para essa finalidade onde seria tudo reaproveitável criando novos projetos onde tudo é reciclado gerando emprego pra muita gente. Essa é a minha opinião “ACORDA” com isso o planeta modifica pra melhor se o lixo seguir esse destino, obrigado aqui é A. Perazzo.

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