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Casa econômica BASF- alternativa de habitação urbana sustentável

Casa Econômica
Foto – João Athaíde

Casa econômica BASF – alternativa de habitação urbana sustentável

Com população brasileira aproximadamente 85% urbana, a Casa Econômica da BASF representa modelo moderno, acessível e sustentável no combate ao déficit habitacional

Sabe aquela frase que você provavelmente ouviu durante uma aula de Geografia? Ela é extremamente realista. A urbanização do Brasil se deu tardiamente, mas de forma acelerada. De acordo com o Censo 2010, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população urbana no País já é de aproximadamente 85%, contra 15% rural. Um número expressivo considerando que em 1965, ou seja, apenas 51 anos atrás, o Brasil passou a ser majoritariamente urbano. Junto dessa acelerada transição, no entanto, vieram algumas sérias questões a ser resolvidas.

A principal talvez seja o déficit habitacional, motivado por um desenvolvimento desordenado das áreas urbanas. Apesar da queda de 8% entre 2010 e 2014, atrelada ao programa Minha Casa Minha Vida, os valores quantitativos ainda são altos. Estima-se que o déficit habitacional afete em torno de 6,2 milhões de famílias. E de que forma se liquida este problema? Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), seriam necessários investimentos de R$ 76 bilhões por ano até 2024, em habitação popular, para zerar o déficit habitacional brasileiro. Mas não pode ser realizado qualquer tipo de construção. Eficácia é necessária, principalmente no que tange a tempo, custos e meio ambiente.

As propostas atuais para resolver a questão habitacional repetem os sistemas construtivos tradicionais ou trazem poucas inovações, mantendo a construção civil entre os setores que mais consomem recursos e geram resíduos”, avalia Camila Lourencini, gerente da Estratégia para Indústria da Construção da BASF. Ciente do panorama atual e com o objetivo de servir como modelo de uma habitação o mais eficiente possível em termos de tempo, custos, mão-de-obra, água e energia elétrica, a BASF inaugurou, em 2015, a Casa Econômica – uma das ações da empresa em comemoração aos seus 150 anos.

 

Casa Econômica
Foto – João Athaíde

 

A Casa Econômica, localizada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo (SP), tem 32 m². A montagem precisou de apenas cinco pessoas, durante três dias. De cara, já apresentam os seus primeiros benefícios. Comparada a uma casa tradicional, a redução da necessidade de mão-de-obra é de cerca de 40% e a construção é 10 vezes mais rápida. “Quando aplicada na construção em série, esse tempo pode ser ainda mais otimizado”, diz Camila.

 

 

É um espaço simples e integrado, com quarto, cozinha, sala e um banheiro. “Na realidade, não é a planta o importante em si. E sim o target. É um modelo para casas populares”, lembra a engenheira Luisa Ferreira, coordenadora da Casa Econômica. Segundo tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), de gestão compartilhada pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, o custo médio do metro quadrado no Brasil em setembro/2016 era de R$ 1014,80. “O investimento na Casa Econômica é em torno de 3,5% abaixo do custo convencional, em média. Isso a partir de 100 unidades, por conta da questão de escalabilidade”, garante Luisa.

 

A estrutura da Casa Econômica

Casa Econômica
Foto – João Athaíde

 

O sistema construtivo utilizado foi o isotérmico, baseado em três pilares da BASF. “Queríamos dar ao usuário conforto térmico e acústico, aumento da produtividade e durabilidade e redução de água e energia”, conta Luisa. Para atender a esses três pilares, foi utilizada uma solução inovadora, um painel sanduíche de poliuretano, chamado de Elastopir. Trata-se de uma espuma rígida que apresenta baixos níveis de condutividade térmica, reduzindo em até 90% a transferência de calor entre os ambientes. A porcentagem é, de certa forma, imponente. Ainda mais se comparada a isolantes convencionais, sendo 80 vezes mais eficiente que o concreto e 20 vezes mais que tijolos.

A BASF forneceu à indústria os devidos produtos que compõem a espuma rígida, núcleo do painel sanduíche, num projeto que teve a parceria da Isoeste Construtivos Isotérmicos. O material já é utilizado em vastos empreendimentos, como galpões e shoppings. Ou seja, a inovação da proposta se deu na medida em que procurou industrializar o setor de construção civil residencial. “Já é uma realidade nos Estados Unidos e em muitos países da Europa. Este e outros tipos de sistemas construtivos, também com espumas, já são amplamente utilizados, principalmente pelo aumento do conforto térmico. Essa é uma tendência no Brasil”, comenta Luisa.

 

Casa Econômica
Infográfico Casa Econômica

 

Em estudo realizado pela consultoria TechnoBuild, com a utilização do software Energy Plus, a temperatura interna da Casa Econômica se mostrou 7ºC mais baixa que numa edificação em área urbana com paredes em bloco cerâmico, cobertura em telha de fibrocimento e forro de madeira. Isso resultaria numa diminuição do uso de ar-condicionado de até 50% ao longo do ano em São Paulo. Apenas para efeitos de comparação, se estivesse localizada em Porto Alegre, seria o mesmo percentual. Em Belo Horizonte, a economia seria de 40%. Tudo isso graças ao isotérmico Elastopir, da BASF.

Paredes e telhas foram feitas à mesma forma, com o mesmo conceito. Duas chapas metálicas preenchidas pela espuma. A casa foi inteiramente construída com telhas e painéis isotérmicos, feitos de poliuretano expandido. As isotelhas dispensam uso de qualquer tipo de laje e forro, enquanto os isopainéis podem ter diversos tipos de acabamentos e cores. O piso da Casa Econômica é vinílico. As peças são encomendadas nas medidas exatas, gerando poucos resíduos. A taxa de desperdício do material é de apenas 0,5%, o que representa oito vezes menos perdas que o sistema tradicional. A sustentabilidade também foi garantida por conta da ausência de água em todo o processo produtivo, da fabricação à instalação no local de obra.

 

Outros parceiros, que possuem a mesma mentalidade, baseada nos três pilares já citados, colaboraram para concretizar o projeto. A Redimax, com energia solar, a Daikin, com ar-condicionados, a Veka, com portas e janelas, a Fineflex com cortinas, a Magazine Luiza, que disponibilizou todo o mobiliário, e a Consul, com todos os eletrodomésticos. Com a Casa Econômica, a BASF espera contribuir para a criação de moradias mais sustentáveis, cada vez mais econômicas e com tecnologias inovadoras. Afinal, a urbanização continua crescendo no Brasil e, até 2024, devem existir por aqui 16,8 milhões de novos núcleos familiares.

 

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Um comentário

  1. perdão minha gente mas vocês oferecem uma diferença de 3.5 e chamam isso de economia nos dias de hoje …..se falassem em pelo menos 30 ai seria algo diferenciado digno de elogios …me desculpem mas dá né

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