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Como tornar sustentável um alojamento para canteiro de obra

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Modelo da Compass para canteiros de obras – Divulgação

Conheça as novas soluções voltadas à produção, montagem e operação de um alojamento para edificações provisórias, como é o caso dos canteiros de obras

Sustentabilidade e construção civil têm sido, com cada vez mais frequência, considerados sinônimos para os ativos no setor. Ou ao menos deveriam ser! Quando o tema é alojamento provisório para um canteiro de obras, soluções de responsabilidade econômica, social e, sobretudo, ambiental são quase que rotina e obrigação. E engana-se quem pensa que seu uso por um curto período demanda menos necessidades sustentáveis, pelo contrário: os impactos por ele causados podem comprometer a edificação por todo o seu ciclo de vida.

Independentemente do tipo de alojamento sustentável escolhido, fato é que se a preferência for por alojamentos móveis, por exemplo, os modelos devem se adequar a normas técnicas específicas. É o caso da NR-24, que determina exigências sanitárias e voltadas ao conforto dos trabalhadores. Além da NR-18, que institui diretrizes administrativas, de planejamento e organização para que medidas de controle e sistemas preventivos de segurança sejam implantadas nos processos, condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

Dela faz parte o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), que regulamenta o uso de um alojamento em estruturas temporárias. De acordo com essa norma técnica, a instituição do PCMAT é obrigatória em locais com mais de 20 operários, sejam eles contratados fixos ou terceirizados. No entanto, não há normas que especifiquem uma regulamentação própria para a medição e fabricação de alojamentos modulares.

 

Recursos que impactam o menos possível

 

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O uso de módulos habitáveis como alojamentos é indicado para obras de diversos portes – PTA Locações

 

“O acionamento automático de chuveiros e válvulas dos mictórios para controle de fluxo de água e o reaproveitamento da água proveniente dos lavatórios, chuveiros e da chuva, por meio de calhas de captação de águas pluviais para uso nos vasos sanitários, são soluções bastante eficientes e indicadas para fazer de um alojamento uma opção sustentável”. A explicação é do engenheiro civil e especialista em gestão estratégica global de negócios, Neivaldo Nunes Vigiato.

Para o profissional, que há anos atua com instalações planejadas para edificações temporárias, há diferentes especificações de layout e estrutura para alojamentos de canteiro. “É possível optar por modelos de madeira de reflorestamento, com telhas translúcidas, cobertura com telha do tipo vegetal e até mesmo com aquecimento solar com controle de fluxo da água”. O destaque também vai para o chamado alojamento metálico, que pode ser reutilizado em outras obras, e para os reaproveitáveis de madeira pré-fabricados.

 

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Fábio Villas-Boas, do SindusCon – Divulgação

Fábio Villas-Boas, coordenador do Comasp (Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP), completa: “Quando se considera a parte física de um canteiro, temos a construção em si, com a utilização de materiais de origem controlada, se possível, oriundos de materiais renováveis ou até reciclados, com análise do ciclo de vida”. O dirigente é da opinião de que empregar a sustentabilidade em canteiros de obra não é apenas tratar das instalações, mas também da operação, logística, de impactos e de reaproveitamento, em geral.

 

Tipos sustentáveis, modernos e seguros de alojamento

 

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Os containers para alojamento podem ser transportados montados (duas unidades) ou desmontados (até 14 unidades) – Foto Compass

 

Visto que os alojamentos provisórios móveis estão entre os que mais sustentabilidade oferecem a um canteiro de obras, alternativas como containers ou módulos habitáveis são excelentes pedidas para abrigar operários com conforto e segurança. Segundo Rogério Perissini, diretor da Compass, empresa de locação de containers habitáveis e projetos especiais com containers, a maior vantagem em usá-los como alojamento está na economia, já que construções fixas e convencionais precisariam ser criadas e depois destruídas.

 

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Rogério Perissini, da Compass – Divulgação

“Essa economia baseia-se em recursos financeiros e no tempo gasto para a construção. O container pode ser inteiramente mobilizado e desmobilizado no prazo de 24 horas. Além disso, uma das principais questões diz respeito a não geração de resíduos. Um canteiro de obras com container consegue eliminar em 100% a produção de resíduo com a edificação, bem como utilização de água e demais recursos”, observa Perissini. Outro ponto fundamental está na adaptação e mobilidade para a instalação de maquinários e da unidade administrativa.

 

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Rodrigo Miranda, da PTA Locações – Divulgação

Rodrigo Miranda, diretor da empresa PTA Locações, que também trabalha com a oferta de containers para alojamento, explica que os módulos são geralmente fabricados com chapas galvanizadas, detalhe que os torna 100% recicláveis. Quanto à instalação dos containers, atentar-se para o correto nivelamento do solo é vital para evitar possíveis deslizamentos, assim como cuidar da localização dos alojamentos, contribuindo com o fluxo facilitado de remoções e a entrada e saída de materiais.

 

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Container-banheiro da PTA Locações

 

Ainda, lembre-se do alerta de Fábio Villas-Boas, da SindusCon-SP: “É preciso, sempre e em primeiro lugar, levar em consideração o desempenho do alojamento para os usuários, permitindo adequada proteção e um isolamento termoacústico que ofereça condições adequadas ao trabalho”. O coordenador conclui, destacando que “os materiais podem variar em função da região, pelo clima; por conta do tempo de utilização, isto é, de sua vida útil; das dimensões, incluindo o layout e se é multiandares ou não; da logística; e da padronização”.

 






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