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Concreto celular, opção leve e isolante térmico e acústico

concreto celular
Concreto celular

Alternativa tecnológica na construção civil, concreto celular tem densidade menor que o concreto convencional

Elaborado diretamente na betoneira, da mesma forma que o concreto convencional, o concreto celular é uma alternativa para a construção civil. O produto é normatizado no Brasil desde 1992 pelas normas ABNT-NBRs 12.644, atualizada em 2014, 12.645 e 12.646, em fase de avaliação final por Consulta Nacional, pela numeração ABNT-NBR 16.569. A reunião de comissão deve ser realizada agora em março.

 

Produção do concreto celular

concreto celular
Paulo Helene – Diretor do IBRACON

O material é obtido a partir da mistura de argamassa de cimento com pequenas bolhas de ar. “É acrescentado o Aditivo Incorporador de vazios que, através de agitação mecânica, produz o Concreto Celular Estrutural (CCE). O controle de produção e acompanhamento tecnológico é o mesmo do concreto convencional, com parâmetros e requisitos estabelecidos em norma”, explica Paulo Helene, diretor institucional do Instituto Brasileiro de Concreto (IBRACON).

É importante ressaltar que dentro da categoria dos concretos celulares, existem os produtos espuminosos, produzidos de duas formas distintas:

 

  1. a) Com espuma pré-formada, obtida por um gerador de espuma, no contato entre o agente espumígeno e o ar, dentro de um reator da máquina e por agitação. Ao passar por pequenas partículas metálicas semelhantes a cilindros, gera uma espuma contendo infinitas micro-células de ar juntamente com água.

 

  1. b) Com espuma gerada por agitação mecânica no interior do misturador. O agente espumígeno, já diluído em água, forma as bolhas ao entrar em agitação.

 

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Betespuma da ProExe

 

“No caso da espuma pré-formada, tanto o volume de expansão quanto a densidade da massa final são totalmente controlados, pois se conhece tanto a densidade com que se trabalha com o agente espumígeno quanto a quantidade de espuma gerada, e consequentemente a quantidade de ar e água a serem introduzidos no concreto ou argamassa de partida”, relata Arnaldo Forti Battagin, gerente de laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

 

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Arnaldo Battagin, da ABCP

“Já nos produtos formados por agitação mecânica, o controle da expansão é precário, uma vez que não se conhece o volume produzido resultante da geração das bolhas internas à argamassa matriz. A vantagem é o fato de, neste método, ser possível controlar a densidade de massa final, apesar de não haver controle sobre o volume de expansão, pois não se consegue determinar o tamanho das bolhas geradas”, complementa Battagin.

Dessa forma, é muito importante o acompanhamento rigoroso da densidade do produto. O controle deve ser realizado no próprio canteiro, para uma simples pesagem em balança, para que se mantenha a densidade especificada no projeto. Outros requisitos, como os ensaios de características mecânicas, devem seguir os procedimentos especificados pelas normas nacionais.


As vantagens do concreto celular

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Edifício em construção em Capão da Canoa (RS), com concreto celular da Celucon

 

Os vazios gerados pela ação dos agentes espumígenos diminuem a densidade do material. Ou seja, o concreto celular é mais leve que o convencional. “A proporção entre agente espumígeno, água, ar e concreto ou argamassa de partida vai determinar o valor da massa específica, que deve estar situada na faixa de 300 a 1900 kg/m3, conforme o tipo de aplicação. Para se ter uma ideia, a massa específica do concreto convencional é próxima de 2350 kg/m3”, detalha Battagin.

“São microbolhas incomunicáveis, uniformemente distribuídas, reduzindo a densidade do concreto base (tradicional) utilizado para a sua produção. A redução de massa é da ordem de 15 a 40%”, diz Helene. Sua principal aplicação é a moldagem de paredes, especialmente in-loco. Outras aplicações são pisos autonivelantes, contrapisos, blocos de vedação, enchimentos para obras de infraestrutura, pré-moldados, entre outras. Nestes casos, a porcentagem de vazios são superiores a 37%.

 

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Solução para enchimento com propriedades termoacústicas da ProExe

 

“Outras vantagens são o isolamento térmico de coberturas de edifícios residenciais, comerciais e industriais e os isolamentos térmico e acústico de pavimentos de cobertura, onde a última laje de concreto convencional recebe uma camada de concreto celular, blocos para alvenarias, pisos elevados, painéis pré-moldados etc”, comenta Battagin.

“O usuário final tem um eventual menor custo e melhor habitabilidade na utilização da unidade habitacional, reduzindo consumo de energia, gases estufa e manutenção, além da facilidade na ampliação da unidade, pela adaptabilidade e compatibilidade a outros materiais tradicionais de construção”, completa Helene.

 

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Concreto celular tem densidade menor que o convencional

 

Há uma importante ressalva, entretanto, do diretor institucional do IBRACON. “Convém lembrar que é um concreto com menor resistência e menor módulo de elasticidade que o concreto convencional, ocasionando, portanto, maiores deformações para estruturas de mesma inércia. Também ainda estão em estudo os critérios para seu dimensionamento, que não podem ser os mesmos do concreto convencional, regido principalmente pela ABNT NBR 6118:2014”. Resumindo, devem ser realizados os estudos necessários para se ter a certeza de que um projeto poderá ser, efetivamente, construído com este tipo de produto.

 

Destaques do mercado

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Nelson De Felice, da ProExe

A aplicação em grandes volumes do concreto celular na Europa é motivada pelo clima. “É muito utilizado em coberturas devido às características de baixa condutividade térmica e acústica. Assim, reduz transmissão e perda de calor, além de trazer economia de energia utilizada para aquecer os ambientes no inverno e resfriar no verão”, diz Nelson De Felice, diretor da ProExe.

 

 

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Laje sendo finalizada, com concreto celular da ProExe

 

O mercado brasileiro está pouco acostumado ao seu uso ainda. “Em alguns casos, ainda se usa enchimentos com argila expandida, placas de isopor ou ainda caixão-perdido. O enchimento leve de concreto celular é a mais leve, melhor, mais rápida, mais econômica e mais prática alternativa para todos esses sistemas em grandes obras e volumes maiores. Há um bom potencial para o crescimento do consumo no Brasil, mas é de extrema importância que os clientes/contratantes entendam a necessidade do uso e execução correto para cada caso. Assim, nós da ProExe nos preocupamos com o tipo de solução a ser apresentado e a correta produção dentro das características determinadas e especificadas para cada obra”.

 

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Felipe Sartor da Celucon

“Produzido através de uma mistura de cimento, cal e areia, que ao receber a adição de agente expansor (pó de alumínio) ganha volume. O agente expansor faz com que pequenas células de ar se formem no interior da mistura, aumentando o volume e reduzindo a densidade do produto final. Após descansar em estufa e atingir cura suficiente, os blocos são cortados e vão para autoclave, onde adquirem resistência final”, detalha Felipe Sartor, responsável pelo departamento comercial da Celucon.

Nos últimos anos, buscando competitividade através do aumento da qualidade dos imóveis entregues e eficiência e rapidez na construção, muitos engenheiros e construtores vêm aderindo ao uso dos blocos de concreto celular em suas obras”, conclui Sartor.

 

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