sexta-feira , 19 janeiro 2018
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Condomínio inspira escritórios em busca de sustentabilidade

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 Condomínio Rochaverá – Divulgação

Rochaverá Corporate Towers, famoso condomínio de escritórios paulista, destaca-se pela sustentabilidade e serve de exemplo a projetos de todo o país

Seja pelo aporte que facilita o investimento, seja pelo rápido e vantajoso retorno financeiro, fato é que o acesso de um condomínio ou complexo empresarial à construção sustentável está à frente quando comparado à de edificações residenciais. Mundo afora, é crescente o interesse de escritórios em busca de maior sustentabilidade, do projeto e das obras à operação propriamente dita, e no Brasil essa realidade não poderia ser diferente.

Dados do relatório LEED in Motion: Brazil, da U.S. Green Building Council, por exemplo, revelam que o aumento no uso da certificação ambiental LEED® em construções brasileiras foi de 30% em 2016, o que confirma um desenvolvimento irreversível do setor. Mesmo que atingido pela crise, o mercado teve, no mesmo ano, 191 projetos de sustentabilidade registrados – dentre eles novos, existentes e de reforma. Desses, 80 foram certificados.

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 Registros e certificações LEED no Brasil, segundo o GBC Brasil

 

Benefícios ambientais e financeiros não são os únicos protagonistas dos chamados escritórios sustentáveis. Com eles, diminui-se os custos operacionais, os riscos regulatórios e a obsolescência do edifício; moderniza-se o imóvel, gerando maior valor; e melhora-se a saúde, segurança, produtividade e o trabalho dos ocupantes. Não por acaso, esse é o tipo de condomínio certificado que mais se constrói por aqui em termos de sustentabilidade.

 

A construção do condomínio Rochaverá Corporate Towers

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  Foto Método Engenharia

 

O empreendimento foi um dos primeiros condomínios da América Latina a implementar a sustentabilidade empresarial em seu ciclo de vida e receber a certificação LEED® Gold para Core & Shell (voltada à envoltória e estrutura principal). Trata-se de um complexo de escritórios de alto padrão situado na Avenida das Nações Unidas, uma das regiões mais valorizadas de São Paulo, e composto por quatro torres de aproximadamente 60 mil m².

De acordo com informações da Método Engenharia, construtora responsável pela edificação do condomínio comercial, os principais critérios de sustentabilidade atendidos pelo projeto incluem: a redução no emprego de recursos não renováveis, o controle no consumo de energia e dos custos com operação e manutenção, e melhorias na qualidade de vida dos usuários e do ar interno do prédio.

 

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 Torres com laterais assimétricas, projetadas em torno de praça que favorece a circulação – Tishman

 

Além dessas, outras práticas também atribuíram ao Rochaverá o caráter de condomínio sustentável, sendo elas:

 

  • Conservação de recursos hídricos por meio do tratamento de águas pluviais, cinzas e de condensação dos sistemas de ar-condicionado, o que resultou em uma economia de 50%.
  • Fachada com vidros de alta eficiência energética, que permite a passagem da luz e mantém o calor do lado de fora do edifício.
  • Lâmpadas, luminárias e reatores mais eficientes, além do projeto luminotécnico externo que proporciona o mínimo de impacto à natureza.
  • Equipamentos de ar condicionado formados por chillers, que consomem menos energia na troca de calor. O sistema ainda opera em conjunto com uma usina de cogeração de energia, que garante cerca de 20% do ar resfriado.
  • Instalação de bicicletário com a finalidade de estimular o uso de transporte coletivo, o que levou à criação de menos vagas no estacionamento, cumprindo, assim, uma exigência da certificação.

 

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 Eficiência energética com a fachada de vidros especiais – Foto: Método Engenharia

 

Além da responsabilidade ambiental

A categoria LEED® CS, na qual se enquadra o empreendimento classe A paulista, leva em conta parâmetros que não só de responsabilidade social ou com o meio ambiente. Sua proposta de desenvolvimento sustentável também está ligada à demanda financeira, uma vez que destina-se a escritórios ou construções que, após concluídas, futuramente comercializarão suas dependências.

 

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 Segundo a Tishman, dos R$ 600 milhões investidos no condomínio, metade foi consumida nas torres A e B

 

Assim como fez os agentes e empresas envolvidos com a execução do Rochaverá Corporate Towers, todo condomínio relacionado ao mundo corporativo, que tenha por objetivo receber a certificação, deve, segundo o GBC Brasil, atentar-se a exigências que compreendem a estrutura principal do edifício (elevadores, escadas e fachadas), áreas comuns e sistemas de climatização. Já os detalhes como mobílias não são considerados.

Na opinião de Rafael Soares, marketing da Método, o aumento na procura por certificações do tipo é uma prova de que o mercado está inclinado a um novo modo de enxergar as etapas de um projeto. “Se empresas e investidores começarem a entender que sustentabilidade não é apenas um diferencial, mas uma necessidade, as iniciativas privadas influenciarão as governamentais para que, juntas, discutam as melhores maneiras de fomentar um ambiente mais favorável ao assunto”.

 

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 Fachadas combinam placas de concreto pré-moldado revestidas de granito e fechamento em vidro – Método

 

Relação de fornecedores

Área construída

248.747

Prazo de execução

60 meses

Ano de entrega

2012

Proprietário

Autonomy Investimentos

Projeto arquitetônico

Aflalo & Gasperini Arquitetos

Paisagismo

Pamela Burton

Gestão

Tishman Speyer

Construção

Método Engenharia

Projeto de sustentabilidade

Grupo Sustentax

Aço

Gerdau

Cerâmica

Portobello e Portinari

Ferragens e fechaduras

Dorma

Fôrmas para lajes nervuradas

Atex do Brasil

Lâmpadas e reatores

Osram

Luminárias

Lumicenter

Perfis metálicos

Luxalum

Tintas

Sherwin Williams

Vidros

Cebrace e Pilkington

 

 

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