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CoProcessamento elimina resíduos da construção por meio da queima

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Panorama do CoProcessamento Brasil 2015

CoProcessamento elimina resíduos da construção por meio da queima

Quando o assunto é geração de resíduos, a construção civil é uma das grandes responsáveis pelo depósito e acúmulo de entulho, fator que gera inúmeros danos ambientais, sociais e econômicos. Foi pensando em combater os prejuízos dessa realidade que a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) desenvolve e apoia o CoProcessamento, técnica de queima de resíduos em fornos de cimento que contribui com a preservação de recursos naturais.

 

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Panorama do CoProcessamento Brasil 2015

 

Sem gerar novos detritos e substituindo matérias-primas tradicionais e combustíveis não renováveis no processo de produção do cimento, o CoProcessamento prova como a indústria de cimento pode contribuir de forma efetiva com a sustentabilidade e a construção sustentável. Dentre esses materiais, a associação explica que argila e calcário são queimados nos fornos para obtenção do clínquer (fase básica de fabricação do cimento) que, depois de resfriado e moído com outras adições, resulta em diferentes tipos de cimento portland.

 

Os números e proveitos do CoProcessamento

 

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Votorantim Cimentos

 

Para se ter ideia da importância dessa prática e do quanto ela é indispensável para a arquitetura sustentável e o planeta, em 2014 os resíduos coprocessados representaram um passivo ambiental de 1,12 milhão de toneladas. Conforme estatísticas do relatório “Panorama do CoProcessamento – Brasil 2015” da ABCP, das 60 plantas integradas que tinham fornos rotativos para a produção de clínquer, 37 estavam licenciadas para o coprocessamento de resíduos, o que representa 62% do parque industrial brasileiro de produção de cimento.
O lado bom da técnica também está no fato de a indústria cimenteira disponibilizar seus fornos a outros setores que pretendem igualmente eliminar resíduos industriais e reduzir os impactos ao meio ambiente, à sociedade e à saúde pública. Não bastassem as vantagens ambientais conquistadas e um desenvolvimento autossustentável, o CoProcessamento ainda atua como “uma atividade que gera empregos diretos e indiretos, sendo regulamentada em nível nacional pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama)”, de acordo com a ABCP.

 

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Panorama do CoProcessamento Brasil 2015

 

Dos materiais que podem passar pelo processo de incineração do CoProcessamento e se transformarem em cimento, criando um crescente ciclo sustentável, novas oportunidades e equilíbrio ambiental, estão:
– Resíduos sólidos urbanos;
– Pneus inservíveis (sem vida útil);
– Solventes e resíduos oleosos e têxteis;
– Óleos usados de carro e fábricas;
– Resíduos da destruição de veículos;
– Graxas, lamas de processos químicos e de destilação;
– Resíduos de empacotamento, borracha, plásticos, serragem e papel;
– Lama de esgoto, ossos de animais e grãos vencidos;
– Lamas siderúrgicas e com alumínio;
– Areia de fundição e terras de filtragem (sílica);
– Refratários usados;
– Resíduos da fabricação de vidros (flúor);
– Gesso, cinzas e escórias.

 

 

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Panorama do CoProcessamento Brasil 2015

 

Uma prática séria, responsável e coordenada

Vale lembrar que o método de CoProcessamento tem sido praticado na Europa, no Japão e nos EUA desde a década de 70. No Brasil, ele está alinhado a leis ambientais nacionais e internacionais desde os anos 90, sendo exercido com total segurança por diversas empresas do setor e regulamentado por importantes resoluções, tanto em âmbito estadual quanto federal. Os Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo, estão entre os que contam com regulamentação própria para a realização do CoProcessamento.
Entenda a seguir, em vídeo exclusivo produzido pela ABCP e pelo Sindicado Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), os detalhes de como ocorre a técnica de CoProcessamento e o seu significado para o futuro da construção sustentável e da humanidade:

 

 

Para acompanhar as novidades, processos e tudo o que acontece no Brasil sobre CoProcessamento, acesse: www.coprocessamento.org.br.

 

 

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