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Drywall: conheça seus benefícios e possibilidades

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Drywall – Foto – rammpaintanddrywall.com

Empregar o sistema drywall em um projeto possibilita maior agilidade na obra e qualidade de acabamento com menos desperdício

A instalação de fábricas de chapas de gesso para drywall no país, iniciada em meados dos anos 90, representou um esforço pioneiro visando à modernização da construção civil brasileira – até então tradicionalmente caracterizada pelo uso de métodos artesanais, com baixa produtividade, elevados níveis de desperdício e reduzida valorização da mão-de-obra.  

De acordo com a Associação Brasileira do Drywall, o mercado respondeu positivamente a essa iniciativa. Conforme demonstra o gráfico abaixo, a evolução dos números relativos ao consumo da tecnologia drywall no país passou de 10 milhões de metros quadrados em 2000 para 33 milhões de metros quadrados em 2010. E três anos depois, em 2013 – último ano analisado pela associação – o consumo chegou a 50 milhões de metros quadrados.

 

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Gráfico – divulgação Associação Brasileira do Drywall

 

Ainda assim, no que diz respeito à utilização desse sistema construtivo, o Brasil ocupa posição bastante modesta no cenário internacional, que apresenta como líderes Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão segundo a estimativa da associação.

 

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Drywall aplicado no forro, nas versões lisa e perfurada – Divulgação Placo

 

O crescimento da utilização do drywall deve-se principalmente aos benefícios proporcionados pelo material. Compostas por estruturas de perfis de aço revestidas com chapas de gesso, as paredes secas, como também são chamadas, cumprem os mesmos requisitos básicos de desempenho mecânico, acústico e térmico das paredes de alvenaria, com mais rapidez de execução, qualidade de acabamento, ganho de espaço, menos desperdícios e entulho na obra.

 

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Eduardo Éboli, gerente de marketing da Gypsum

“Os sistemas drywall garantem a redução nos prazos de construção quando comparado ao método convencional, alívio nas fundações por serem mais leves, desempenho acústico e conforto térmico através da instalação da lã de vidro entre as paredes e forros e ainda facilita a manutenção de instalações. Além disso, os custos diretos e indiretos são menores, devido ao prazo reduzido e inexistência de perdas de produto como nas construções convencionais”, explica Eduardo Éboli, gerente de marketing da Gypsum.

 

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Omair Zorzi, gerente técnico da Knauf do Brasil

“Como o drywall é ‘oco’, basta colocar a chapa de gesso de um lado e passar todas as instalações – elétricas, hidráulicas, etc – por dentro da parede e depois fechá-la que já estará pronta para o uso, diferente do que acontece com a alvenaria, onde se faz necessário a quebra da parede para embutir as instalações”, completa Omair Zorzi, gerente técnico da Knauf do Brasil.

O sistema ainda tem vantagens ecológicas em relação à alvenaria. ”Além de não utilizar água, ele reduz a produção de entulho da obra. Enquanto a alvenaria produz cerca de 20% de resíduos de obra, o drywall produz apenas 5%”, revela Zorzi.

Por ser um sistema construtivo industrializado, as quantidades dos componentes que fazem parte dele – massas para tratamento de juntas e colagem e os componentes metálicos do sistema, como parafusos e perfis estruturais – são calculadas com maior precisão para as obras, evitando sobras.

 

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Gerente técnico de produtos e desenvolvimento da Placo, Carlos Caruy

“As montagens das suas paredes e forros são feitas de forma precisa gerando pouco desperdício de material e, consequentemente, muito menos entulho. O produto é um sistema construtivo seco e contribui para a melhor organização, logística e limpeza do canteiro”, comenta o gerente técnico de produtos e desenvolvimento da Placo, Carlos Caruy.

Existe no mercado uma variedade muito grande de sistemas de drywall, que vão desde chapas especiais para proteção radiológica, chapas especiais de alta densidade para acústica até chapas de alta dureza. Mas os sistemas mais usuais são as chapas standard para ambientes secos (paredes, forros, revestimentos, shafts e mobiliários integrados), as resistentes à umidade (que contém em seu miolo elementos hidrofugantes, indicadas para áreas como cozinhas, banheiros e lavanderias) e as resistentes ao fogo (que contém em sua fórmula retardantes ao fogo, ideais para saídas de emergência, por exemplo).

 

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Divulgação Gypsum

 

Isso explica por que esse sistema vem conquistando a preferência não só do mercado profissional, formado por incorporadores, construtores e arquitetos, mas igualmente do consumidor final, que tem utilizado essa tecnologia em pequenas reformas e projetos de decoração. Com uma gama completa de produtos e sistemas construtivos a disposição, ao projetar com drywall é importante conhecer as exigências de desempenho térmico, acústico e/ou mecânica da obra.

 

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O sistema também pode ser empregado em ambiente úmidos, como banheiros, lavanderias e cozinhas – Divulgação Placo

 

“Basicamente, para as paredes, o projetista precisa conhecer a altura ou pé direito da parede que ele vai especificar, bem como a área onde será usada e o desempenho mínimo esperado para aquela situação”, detalha Caruy, explicando ainda que as questões e definições do projeto, a arquitetura e as interferências com outros sistemas constituintes da edificação, também precisam ser considerados para o projeto mais adequado.

 

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Detalhe da parte interna do sistema drywall -Divulgação Placo

 

Para os forros, Caruy esclarece que também é importante identificar a área do forro, a condições de instalação, o padrão estético desejado e as características e ocupação do ambiente, pois o forro é um componente importante para adequação acústica, conforto térmico e de iluminação.

Vale lembrar que o sistema drywall difere-se de uma parede de gesso ou com revestimentos do material. “São como as paredes convencionais de alvenaria ou concreto, revestidas com uma mistura à base de gesso e água. É um processo bastante demorado e que apresenta algumas desvantagens visto que há a necessidade de aguardar em torno de 30 dias para sua aplicação após a execução da parede, e exige maior esforço para corrigir as irregularidades e/ou imperfeições, além de comumente apresentar trincas e amarelar com o tempo”, ressalta Éboli.

 

Perspectivas

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Em um escritório corporativo, o drywall foi utilizado em elementos no forro para melhorar a acústica – Divulgação Knauf do Brasil

 

“O crescimento do sistema no Brasil tem sido vertiginoso e chegamos a crescer mais de 20 % ao ano por vários anos consecutivos. Infelizmente, para 2017 prevemos um ano muito difícil e acreditamos que iremos crescer em torno de 5 %. Mas se compararmos aos outros setores da construção civil, que estão em forte queda, nós temos uma grande vantagem”, afirma Zorzi, gerente técnico da Knauf do Brasil, que hoje possui capacidade produtiva instalada de 130 milhões de m²/ano.

Para Caruy, apesar da situação econômica do país, “continuaremos com nossos investimentos em nosso negócio, melhorando nossas operações e oferecendo produtos de qualidade e inovadores aos clientes e usuários de drywall”.

 

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O drywall possibilita a alteração no layout de projetos internos – Divulgação Placo

 

O gerente de marketing da Gypsum também revela que o ano anterior foi desafiador para a construção civil, mas espera por mudanças. “Acreditamos que nos próximos anos o setor tende a melhorar. O drywall é uma das principais alternativas para a redução de custos nas obras, além dos outros diversos benefícios”, conclui Éboli.

 

 

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Um comentário

  1. aqui na minha cidade a procura pelo Drywall aumentou bastante, pois hoje em dias os clientes procuram materiais: leve com menas sujeira, rapidez e qualidade,
    para nós profissionais acrescento: ótimo manuseio, realização a seco.

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