sábado , 17 fevereiro 2018
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Entidades do setor de energias renováveis comemoram o ingresso do Brasil na IRENA

IRENA
Brasil agora é membro da IRENA

A adesão do país na IRENA cria a expectativa no mercado nacional de um crescimento no intercâmbio de tecnologias e modelos de negócios que alavanquem de vez o setor

A Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal aprovou na quarta-feira (17/01), por unanimidade, o início do processo de adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável – IRENA , uma organização intergovernamental que apoia o desenvolvimento de energias renováveis nos países membros, bem como a redução de emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o Assessor Especial do Ministro de Minas e Energia, Guilherme Syrkis, “a entrada do Brasil na IRENA é muito emblemática, especialmente em um momento em que o País experimenta preços extremamente competitivos nos leilões de energia solar fotovoltaica e eólica, bem como na aprovação do programa RenovaBio. Temos muito a contribuir, assim como para aprender, no ambiente que a IRENA proporciona para seus países membros”, prevê Syrkis.

“A decisão política do Brasil aceder à IRENA posiciona o País no centro das discussões mundiais sobre a expansão das renováveis, o que é fundamental para que o País siga com o processo de inserção de renováveis que já temos em andamento. Especificamente para a fonte solar fotovoltaica, trata-se de uma enorme oportunidade de mais aprendizado sobre modelos de negócios, regulação e novas estruturas comerciais, capazes de permitir sua inserção de forma economicamente sustentável no País”, complementou o Presidente da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Augusto Barroso.

 

Energia Solar – ABSOLAR

IRENA

 

“A adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), anunciada ontem pelo Governo Federal em Brasília (DF), representa um importante passo em favor do desenvolvimento das energias renováveis no País, ampliando o envolvimento brasileiro em iniciativas multilaterais desenvolvidas em nosso planeta, cada vez mais globalizado e interconectado” afirma o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia.

 

Inversores
Rodrigo Sauaia, da Absolar

“A ABSOLAR parabeniza o Ministério de Minas e Energia (MME), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Ministério de Relações Exteriores (MRE) e as equipes dos demais ministérios do Governo Federal que trabalharam com afinco em prol desta adesão histórica. A participação do Brasil na IRENA era uma recomendação apontada pela ABSOLAR como de grande relevância para o País desde 2015, quando começamos a participar das delegações brasileiras para a COP”, complementa Sauaia.



Energia Eólica – ABEEólica

IRENA

 

“Esta é uma ótima notícia e que esperávamos com ansiedade porque, na prática, significa um grande avanço para as energias renováveis de baixo impacto, como é o caso da energia eólica. Nos últimos anos, o Brasil já vem apresentando ótimos resultados em relação à importância da eólica na matriz elétrica, com crescimento sustentável e sucessivos recordes de geração. Fazer parte da IRENA certamente nos coloca num novo patamar de maturidade perante a comunidade internacional. Tenho certeza que temos muito a aprender e a ensinar fazendo parte da IRENA”, avalia Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica, a Associação Brasileira de Energia Eólica.

 

IRENA
Elbia Silva Gannoum, da ABEEólica – Foto Iano Andrade – Portal Brasil

 “Foi uma atuação certeira do Governo Brasileiro que nos trará resultados positivos concretos. Com seus mais de 500 parques eólicos em operação, produtividade bem acima da média mundial, leilões com alta competitividade e um crescimento sustentável da fonte eólica com benefícios sociais concretos, acredito que o Brasil tem muito a contribuir nas discussões da IRENA. Além disso, temos muito a ganhar com o aprendizado de outros países e certamente nos beneficiaremos muito do conhecimento que a agência tem acumulado“, resume Elbia Gannoum.

Os estudos realizados pela IRENA, são largamente utilizados por empresas e órgãos governamentais, uma vez que trazem leituras de cenário amplas, de alta inteligência, produzidas por profissionais com grande conhecimento do setor. Um dos últimos estudos divulgados pela agência, por exemplo, o “Renewable Power Generation Costs in 2017”, trouxe um panorama da queda dos custos das renováveis ao redor do mundo, fato este que estamos constatando nos últimos leilões realizados no Brasil e em outros países.

A IRENA possui hoje 152 países membros e cerca de 30 países estão em processo de adesão, como o Brasil. Criada em 2009, a agência tem realizado um trabalho sério, sistemático e profundo, o que a colocou, em pouco tempo, numa posição de autoridade mundial em energia renovável.

Para saber mais sobre a IRENA, veja aqui

 

Fonte: Selma Bellini / Relações Institucionais ABEEólica

Fonte: Assessoria ABSOLAR / Retoque Comunicação – Thiago Nassa

 

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