sexta-feira , 15 dezembro 2017
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A importância socioeconômica da incorporação imobiliária no Brasil 

Incorporação imobiliária
Incorporação imobiliária impactando na atividade socioeconômica da sociedade

Nos últimos sete anos, as atividades relacionadas à incorporação imobiliária foram responsáveis, anualmente, por 1,9 milhão de empregos em todo o País

A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) — entidade que reúne mais de 30 players do setor com representação nacional — apresenta estudo “Cadeia de Valor e Importância Socioeconômica da Incorporação Imobiliária no Brasil”, encomendado pela Associação para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O estudo teve como objetivo estimar a importância socioeconômica da cadeia de valor da incorporação imobiliária na economia brasileira e suas regiões geográficas, por meio do impacto das atividades sobre variáveis econômicas, entre 2010 e 2017. Foram considerados empreendimentos residenciais e comerciais.

Os segmentos da incorporação imobiliária desempenham um papel fundamental no âmbito do desenvolvimento da economia brasileira. Envolve as atividades voltadas para promoção e construção de edificações ou conjunto de edificações, para alienação parcial ou total das unidades.

Ao longo do seu ciclo, constitui vínculos de uma extensa cadeia produtiva, que inclui desde a indústria de insumos até fornecedores de produtos e serviços associados à ocupação de imóveis residenciais e comerciais.

 

Incorporação imobiliária
Luiz Antonio França, presidente da Abrainc

“O setor influencia diretamente na oferta e melhoria das condições de infraestrutura, moradia e mobilidade urbana, produzindo impactos sobre a produção, o emprego e a arrecadação de impostos em diferentes setores e em todo o País”, afirma Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.

Na atividade construtiva, mobiliza, por meio da sua demanda, recursos e insumos de diferentes setores da economia brasileira, tanto direta, quanto indiretamente. Gera emprego e renda para os participantes da cadeia produtiva, com destaque para a massa salarial dos trabalhadores, induzindo aumento do consumo.

 

Principais índices verificados pelo estudo

 

Incorporação imobiliária

 

  • Volume de mercado

Como forma de estimar o tamanho de mercado (em número de empreendimentos lançados), foram empregados métodos econométricos específicos, com base em dados e informações públicas. Entre 2088 e 2017, estima-se que tenham sido lançados no Brasil 6,3 milhões de unidades, entre unidades do programa MCMV (77,8%), unidades residenciais de médio e alto padrão (20,7%) e comerciais (1,6%).

  • Atividade construtiva

Os lançamentos foram distribuídos ao longo do tempo em termos de atividade construtiva (m²). Especificamente, o estudo estimou que o segmento de incorporação imobiliária foi responsável pela construção de 286,9 milhões de m² entre 2010 e 2017, distribuídos seguindo unidades do programa MCMV (77,4%), unidades residenciais de médio e alto padrão (20,9%) e unidades comerciais (1,7%).

  • Emprego: evolução anual

Entre 2010 e 2017, as atividades relacionadas à incorporação imobiliária foram responsáveis, anualmente, por 1,9 milhão de empregos em todo o País.

  • Por setor

Sob a ótica setorial, os impactos do segmento da incorporação, em termos de emprego, concentraram-se em atividades relacionadas à:

  • Indústria de transformação (19,7%);
  • Comércio varejista e atacadista (16,4%);
  • Construção (16,1%);
  • Agropecuária e produção florestal (10,9%).
  • Arrecadação de impostos

O segmento da incorporação imobiliária e atividades a ele associadas arrecadaram cerca de R$157,4 bilhões entre 2010 e 2017, uma média de R$ 19,7 bilhões ao ano.

  • Arrecadação por esfera

Ao longo do período analisado, os impactos do segmento de incorporação sobre a arrecadação de impostos se distribuíram, em média, entre a esfera federal (41,7% dos impostos arrecadados), estadual (37,9%) e municipal (20,4%).

  • Principais resultados

Entre 2010 e 2017, os impactos do segmento da incorporação imobiliária e setores/atividades a ela associados foram responsáveis pela geração anual de:

  1. Cerca de 1,9 milhão de empregos em diferentes setores, com destaque para os empregos gerados na indústria da transformação, comércio e construção;
  2. R$ 19,7 bilhões em impostos arrecadados – R$ 7,3 bilhões na esfera federal (37,1%); R$ 6,6 bilhões na esfera estadual (33,7%); R$ 5,7 bilhões na esfera municipal (29,2%).

 

Fonte: Comunicação Abrainc

 

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