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Instabilidade econômica não afeta a construção sustentável no Brasil

Instabilidade econômica
Construção Sustentável em alta em tempos de crise

Sistemas que garantem menor consumo e maior autonomia no fornecimento de água em edificações estão cada vez mais em alta no país, mesmo com instabilidade econômica

Os projetos sustentáveis deixaram de ser uma novidade apenas para os empreendimentos de altíssimo padrão e passaram a permear todo o mercado da construção civil, alcançando edifícios residenciais, galpões logísticos, shopping centers, lajes de escritório, hospitais, arenas esportivas, dentre outros. A avaliação é do membro do Comitê Diretor e Gerente da Unidade de Sustentabilidade do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), Wagner Oliveira.

 

Sustentabilidade
Wagner Oliveira, do CTE –
Divulgação

“A instabilidade econômica afetou todo o mercado da construção, reduzindo significativamente o número de novas obras. No entanto, a construção sustentável não foi afetada e a demanda por edificações com melhor desempenho e mais sustentáveis tem crescido. Prova disso é que, em 2016, 192 empreendimentos brasileiros foram registrados no USGBC (U.S. Green Building Council) em busca da certificação, o maior número de registrados desde 2012, quando ocorreu o boom do mercado da construção”, afirma.

 

Para Oliveira, embora aplicadas de acordo com as características de cada projeto, atualmente há uma tendência para a utilização de alternativas sustentáveis que visam o desempenho no uso de água e energia, além da utilização de energias renováveis. A ideia é implantar sistemas que garantem menor consumo e maior autonomia no fornecimento frente a possível escassez de água, o que os torna também não só mais sustentáveis, mas também resilientes às iminentes mudanças climáticas.

 

Ele destaca que, neste contexto, cresce a adoção de geração de energia renovável nas próprias edificações ou em outras localidades. “Os sistemas de geração de energia solar fotovoltaica tiveram seus custos reduzidos em mais 40% no último ano, o que o torna cada vez mais viável a sua implantação. Este cenário de crescimento abre espaço também para a próxima tendência de edificações sustentáveis, os chamados edifícios Net Zero, que serão capazes de gerar toda a energia necessária para seu funcionamento durante o ano todo”, observa.

Atualmente o Brasil é um dos líderes em edificações sustentáveis no mundo, despontando como o 4º país com maior quantidade de projetos certificados ou em processo de certificação LEED, o referencial mais aplicado em todo o mundo. Por isso, este ano, o tema sustentabilidade na construção civil ganha mais espaço e será abordado em um painel coordenado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) durante o Concrete Show South America, que acontece de 23 a 25 de agosto, em São Paulo/SP.

Instabilidade econômica

“Mesmo como este cenário de instabilidade econômica, o potencial é ainda enorme, pois a aplicação ainda pode ser expandida para os mercados de edificações residenciais, hotelaria, industriais, logísticos, que ainda apresentam uma baixa penetração quando o assunto é sustentabilidade. Este crescimento poderia ser impulsionado por políticas públicas, com o IPTU verde sendo adotado, por exemplo, e outras que estão já andamento em alguns estados brasileiros”, afirma Oliveira.

O gerente da Unidade de Sustentabilidade do CTE, aponta ainda que o fato do projetos e obras serem executados com prazos mais realistas é positivo para a situação econômica atual, uma vez que permite um planejamento e avaliação mais criteriosa das estratégias de sustentabilidade já durante a etapa de concepção do projeto, o que reflete em menor custo e alcance de melhores resultados no desempenho.

“Acredito que a crise veio para amadurecer ainda mais a construção sustentável, possibilitando que um próximo passo seja dado em edifícios de alto desempenho sem altos custos de implantação e com grandes diferenciais competitivos”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Concrete Show South America / Conteúdo Empresarial – Comunicação Integrada / Jorn. Arucha Fernandes

 

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