sexta-feira , 15 dezembro 2017
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LED: muito além da economia de energia

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Philips Lighting – Divulgação

Eficiente, durável e flexível, o LED também integra sistemas fotovoltaicos

Substituir a iluminação incandescente ou fluorescente pelo LED tem sido cada vez mais comum, seja para aplicações públicas, industriais e até mesmo em residências. Mostrando-se superior em diversos aspectos, as luminárias LEDs ganharam espaço no mercado e já estão mais acessíveis ao consumidor.

Sistemas de iluminação LED estão em constante e crescente desenvolvimento, desde módulos mais potentes, com maior eficiência até a combinação com sistema de coleta de dados e interligação dos pontos de luz em rede para aplicação de tecnologias de inteligência artificial.

 

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Luciano Rosito, da Phillips Lighting – Divulgação

“Um dos diferenciais de tecnologia que estão sendo aplicados hoje é a possibilidade de acoplar uma luminária em um sistema de gerenciamento, colocar conectividade inteligente. Ou seja, a luminária vai transmitir um sinal (pode ser de uma para outra ou para uma rede) permitindo o controle de todo seu funcionamento através de um celular, como ligar, desligar, dimerizar e até saber se houve alguma falha no sistema”, explica o gerente de desenvolvimento de negócios da Philips Lighting Brasil, Luciano Rosito.

 

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Lanna Caram, da OSRAM – Divulgação

As luminárias ou sistemas completos integrados com LED, também têm tido sua eficácia muito aumentada. “Hoje já temos produtos que chegam a 160 lúmen por Watt, o que garante altíssimos fluxos luminosos e possibilidades de instalação em pés direitos cada vez maiores. Além disso os testes de durabilidade, temperatura de junção e consistência da cor dos produtos têm se tornado ferramenta indispensável na especificação e comparação técnica”, esclarece Lanna Caram, gerente de vendas do canal Lighting Solutions da OSRAM.

Produtos LED são ainda mais eficientes, duráveis e flexíveis do ponto de vista do design e das aplicações, na opinião da gerente. Lanna lembra também que estes sistemas não contém nenhum tipo de componente agressivo ao meio ambiente e podem ser facilmente descartados ou reutilizados.

Outro benefício promovido pelas luminárias é a capacidade de gerar uma economia de energia de 50 a 80%, tendo uma vida útil alta, que varia entre 50 e 100 mil horas, o que representa mais de uma década de funcionamento sem falhas.

 

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A iluminação do Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi executada pela Philips Lighting – Pinterest

 

“Com essa vida útil maior não tem tanta necessidade de intervenção no ponto de iluminação. O mais caro hoje para o custo de uma cidade não é simplesmente trocar uma lâmpada, é deslocar uma equipe, fechar uma rua, fazer toda a manutenção com o risco e o custo que isso envolve. Com uma luminária LED o sistema fica muito mais tempo sem a manutenção”, detalha Luciano.

O profissional da Philips ressalta ainda que esta troca estaria de acordo com normas técnicas vigentes. “O que vemos na cidade são sistemas que – devido à atualização da norma em depreciação das luminárias existentes – normalmente não estão atendendo os níveis exigidos pela norma brasileira” ele revela, comentando ainda que a qualidade LED com luz branca favorece a visualização das pessoas, veículos, objetos e outros.

 

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O LED também poder ser adaptado para integrar sistemas fotovoltaicos, porém é necessário utilizar um controlador de corrente. As luminárias trabalham com corrente alternada (AC), vindo da rede convencional, enquanto o sistema fotovoltaico funciona com corrente contínua (DC).

 

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Tadashi Aoki, da SX Lighting – Divulgação

“O controlador, também chamado de driver, alimenta as luminárias LED e é responsável pelo controle de corrente para os LEDs. Quando você trabalha com uma luminária num sistema fotovoltaico o seu driver tem que ser alimentado pela corrente que o sistema gera, uma corrente contínua”, pontua Tadashi Aoki, engenheiro de desenvolvimento de produto da SX Lighting.

Existem dois tipos de sistemas fotovoltaicos: os conectados à rede (chamados On-Grid), que precisam, necessariamente, estar conectado à rede de distribuição de energia, mas dispensam a utilização das baterias e dos controladores de carga; e os isolados da rede ou autônomos (Off-Grid), independentes da rede de distribuição de energia elétrica e se sustentam através de baterias, que são seus dispositivos de armazenamento.

“O funcionamento de uma luminária LED nesse sistema baseia-se na instalação de um conversor para garantir que a energia captada pelo painel fotovoltaico seja transferida para a luminária no momento determinado para acendimento”, enfatiza Lanna.

 

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Mesmo em ambientes com pé direito elevado, a luminária LED possui alto fluxo luminoso – Foto: Denis Almeida

 

De acordo com Tadashi, a principal aplicação atual de sistemas fotovoltaicos é em áreas mais isoladas, como rodovias, devido à maior incidência solar. “Dentro das cidades, dependendo do posicionamento dos painéis fotovoltaicos, o sistema pode ser um pouco prejudicado, um prédio pode fazer sombra, por exemplo, atrapalhando o desempenho e reduzindo sua vida útil”, explica.

“Sobre a energia solar é bastante importante destacar que o fato deste sistema não ser tão aplicado hoje no Brasil é por questão de custo. É provável que nos próximos anos devido à exigência de mercado, o investimento seja mais viável do que é hoje, como aconteceu com o próprio LED, que há alguns anos era três vezes mais caro do que é atualmente”, conclui o engenheiro.

 

 

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