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Lei de medição individual de água promoverá economia aos condomínios

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Individualização de hidrômetros em Itapecerica da Serra pela empresa Porto Ind

Lei que determina a obrigação da medição individualizada de água em condomínios objetiva redução do consumo e valores mais justos

Sancionada em julho deste ano pelo presidente Michel Temer, a Lei 13.312/16 estabeleceu diretrizes nacionais para o saneamento básico, a fim de tornar obrigatória a medição individualizada do consumo de água em novos condomínios de todo o Brasil.

Esta lei entrará em vigor em 2021, mas já começa a apresentar alguns reflexos. “As novas edificações condominiais adotarão também outros padrões de sustentabilidade ambiental, além da medição individual de água”, afirma Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Em São Paulo, muitos condomínios novos já são entregues com hidrômetros individualizados.

 

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Vista do condomínio America’s Park, no Rio de Janeiro (RJ)

 

O prazo parece pequeno, mas é totalmente necessário para a adaptação de novos projetos e daqueles já em execução. Conforme já citado, os condomínios devem aplicar hidrômetros individuais convencionais em cada moradia, para aferir a medição individual. O custo médio de instalação é de R$ 500 por apartamento.

 

Pontos favoráveis da lei nos condomínios

“Com o sistema de individualização da água é difícil haver engano. Cada morador pagará pelo que consome. Com o hidrômetro individual, pagará mais quem mais consumir, o que beneficia a todos”, lembra Gebara. Um ponto positivo em consequência de outro. Para tirar menos do bolso, quem morar em condomínios terá de reduzir o uso de água. Bom para o meio ambiente e para os moradores.

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Hubert Gebara – SECOVI

“A medida é definitivamente positiva. Além da economia do consumo, o objetivo é que os condôminos paguem um valor mais justo na taxa de água, pois o hidrômetro permite discriminar o consumo de cada apartamento, dividindo só o uso de áreas comuns”, acrescenta Gebara. “Ainda assim, o síndico deve conscientizar os moradores sobre a necessidade de economizar o recurso, que é finito”.

Nos condomínios, o consumo de água é a segunda principal despesa, atrás apenas de mão-de-obra e encargos. E um estudo do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) aponta que a medida poderá reduzir o consumo de água em até 40%.

Por meio da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios, o Secovi tem promovido, há muitos anos, ações com o objetivo de conscientizar síndicos e profissionais que atuam na gestão condominial acerca do uso racional da água. Além de eventos, manuais e guias, a entidade indica também a instalação de equipamentos economizadores de água, como arejador para torneira e registro regulador de vazão.

 

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Hidrômetros convencionais serão aplicados em condomínios para aferir medição individual do uso de água

 

“A medição individualizada não é apenas uma questão de justiça nas contas de água. O objetivo é também começar a reverter o quadro de desperdício que poderá comprometer o abastecimento. Estima-se que o sistema de medição de água individualizada possa reduzir em até 35% a conta de água. O consumo de água e esgoto responde, em média, por 12% a 15% das despesas ordinárias do condomínio quando a conta não é individualizada”, finaliza Gebara.

 

 

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