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Mulheres da Construção Civil

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Mulheres na Construção

Série especial de reportagens da TEM Sustentável, trará as características marcantes das mulheres, que romperam a fronteira de um mercado masculinizado para se tornarem referência para futuras profissionais

Com uma presença cada vez maior no mercado da construção civil, as mulheres vêm exercendo variados cargos no ramo, seja em diretoria, gerência, coordenação, operação e também execução. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006, mais de cinco milhões de pessoas estavam empregadas na construção civil, sendo que 172 mil vagas eram ocupadas por mulheres. Já segundo dados do Ministério do Trabalho e Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entre os anos 2002 e 2012 a participação feminina na área da construção civil aumentou 65%.

Para esta primeira reportagem sobre o tema, trazemos o exemplo da presidente executiva da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC), Íria Doniak, que nos indica que esses números têm muito a ver com a capacidade de discernimento das mulheres no momento em que ocupam seu espaço na sociedade, independente de qual profissão elas estejam desempenhando ou pretendam desempenhar.

 

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Íria Doniak – Abcic

“É necessário discernir o tempo, o modo e o propósito. Quando temos uma motivação correta, encontraremos sempre o nosso espaço por mais difícil que seja o desafio proposto. Haverá sempre demanda para quem esteja preparado e disposto a fazer a diferença independente do gênero”, ela afirma.

Íria ilustra a representação de mulheres neste setor com um caso que diz ter fascínio, a história de Emily Roebling, responsável pela obra da ponte que liga Manhattan ao Brooklyn, nos Estados Unidos. “Quando seu marido engenheiro, e então responsável pela ponte, adoeceu em 1872 ela o sucedeu, tornando-se engenheira chefe, assumindo o processo e a obra foi concluída sob sua liderança. Ela discerniu o tempo, estava pronta e assumiu de forma brilhante este trabalho”, conta a presidente.

A entrada de uma profissional feminina contribui para uma mudança no ambiente de trabalho quer seja um canteiro de obras quer seja um escritório, uma vez que suas características e qualidades – organização, atenção, multitarefas – influenciam o ambiente e as pessoas que estão ao se redor.

Em um mercado predominantemente masculino, as mulheres precisam enfrentar e superar obstáculos para serem reconhecidas como profissionais competentes e quebrarem as barreiras impostas. “Temos um perfil diferente e complementar ao dos homens, creio que não precisamos batalhar por igualdade, mas explorar nossas diferenças e seguir conquistando o nosso espaço”, conclui Íria.

Em breve TEM Sustentável dará continuidade à série: “Mulheres da construção civil”, trazendo outra personagem de destaque no mercado da construção civil, fiquem atentos!

 

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