sexta-feira , 19 janeiro 2018
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O futuro da reciclagem de entulho – o que esperar de 2018?

Pixabay

Não devemos temer o futuro.

É certo e seguro que teremos um horizonte mais animador e com negócios mais pródigos.
O mercado, os governos e os cidadãos estão aos poucos se conscientizando de seu papel e o avanço da questão é, ainda que parco, visível aos olhos de quem trabalha com isso.
As coisas andam devagar para quem recicla e muito rápida para quem constrói. É até estranho, pois num evento da ABRECON em agosto passado, tive a oportunidade de conversar com diversas usinas de reciclagem de RCD dos rincões do Brasil. Era uníssono – em minha região não é possível trabalhar, pois as construtoras não têm um pingo de responsabilidade. É unânime esse discurso.

Diametralmente oposto, é o discurso das construtoras (ou geradores) sobre a questão. Em palestras e reuniões em que eu participava no passado, sempre me referi a termos como CTR, RCD, PNRS e Inerte e isso soava como um palavrão para a plateia.

Era dramático. Ninguém sabia o que eu estava falando.

Mas hoje, me parece que há um novo cenário. Muitas construtoras já se habituaram separar o entulho e a enviar o material a destinatários licenciados e legalizados. É uma cultura que tende a ser disseminada, dado a condição financeira do mercado e ao intenso trabalho da fiscalização ambiental em grandes centros e regiões adensadas, sem contar a escassez de espaço e terreno para descarte incorreto de entulho.

Um fato que também agrega a isso é que já existe um entendimento sobre a relação de descartes incorretos de entulho com doenças já conhecidas, corroborando com um custo muito alto para a municipalidade.

Ferramentas eletrônicas de denúncias anônimas, sites, legislação, CTR/ MTR ou NTR Eletrônico ou em papel, enfim, tudo isso têm ajudado a desenvolver o setor de RCD.

Para quem está no segmento há mais de dez anos, vê isso com um certo grau de desconfiança, porém, é inegável que muita coisa mudou nesses últimos tempos. E por nós, vai continuar.

A mudança é sempre a favor e sempre será bem-vinda. Provoca desconforto em alguns, mas até o momento de eles próprios entenderem que é para evoluírem.

Vendo isso, concluo que 2018 será melhor que 2017 e que 2017 foi melhor que 2016.

Esse é o nosso último artigo de 2017. Espero ter inspirado muitos empreendedores em sua missão, a entender o negócio, a pensar e, de certa forma, a instigar nossos leitores para o problema do entulho.

Muito obrigado por estar conosco neste ano. Vamos juntos?

Feliz 2018 a todos!

 

Autor

Levi Torres, Graduado em administração em São Paulo, foi presidente da empresa júnior Radial. Liderou por dois anos a associação do setor de reciclagem de óleos e gorduras vegetais e produção de biodiesel. Em outubro de 2010, idealizou e foi um dos responsáveis pela fundação da ABRECON – Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição, a qual é coordenador, participando ativamente de comitês e grupos de trabalho que defendem o interesse do segmento de RCD. É o atual secretário do CB-18 – Comitê Brasileiro para revisão da norma técnica da ABNT para aplicação de agregado reciclado.

 

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