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“O papel das empresas na Nova Economia”, segundo o CEBDS e líderes empresariais

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A Nova Economia sendo discutida por líderes empresariais

Evento contou com a participação de CEOs e empresários de vários segmentos e trouxe uma eflexão sobre o futuro da economia de baixo carbono

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) realizou semana passada (13/9) em São Paulo, o Seminário “O papel das empresas na Nova Economia”, evento que marcou os 20 anos de atuação da instituição e trouxe ao debate, junto a líderes empresariais e governo, temas como a transição para uma economia de baixo carbono, 4º revolução industrial, economia colaborativa, e também a diversidade nas empresas.

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, abriu o seminário em discurso sobre mudanças climáticas, tema que é transversal a todos os segmentos de negócios e que interfere na geopolítica. De acordo com a presidente da instituição, o Brasil tem muito a ganhar ao definir uma agenda de sustentabilidade. “Isso é construir um caminho saudável e factível para sair da crise econômica. É preciso fazer diferente para termos um resultado diferente. Estamos lutando muito para que a redução das emissões de carbono seja vista como uma vantagem competitiva para o país”, comentou.

 

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Marina Grossi, presidente do CEBDS

 

Economia colaborativa e de baixo carbono, com inclusão de pessoas

A economia colaborativa e aspectos de cooperação e troca de experiências foram bastante mencionadas no evento. “A competição está com os dias contados. Agora é a era da colaboração”, comentou o presidente da Mercur, Jorge Hoelzel Neto que participou do primeiro painel do evento sobre o papel das empresas na nova economia junto com o diretor de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Vale, Alberto Ninio, e o diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil e diretor-executivo do Instituto Coca-Cola Brasil.

Por meio de painéis simultâneos, o seminário incentivou o debate sobre economia de baixo carbono. O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, e Luísa Santiago, da Fundação Ellen MacArthur, enumeraram as convergências com a economia circular, pensando na redução de desperdícios e propondo um novo olhar para a produção de recursos naturais, para novas matérias-primas.  

A transição inclusiva da economia de baixo carbono, com foco na inclusão de pessoas de todos os gêneros e raças, tanto nas empresas como na ponta dos negócios – clientes ou consumidores – também foi pauta do evento.  “Hoje, nós mulheres não somos nem 10% das sócias da KPMG, e precisamos pensar em uma agenda global. Nossa visão de inclusão também inclui o protocolo com fornecedores, com valores que agreguem, trabalhando em conjunto com empresas, trocando experiências, trabalhando com advocacy mais proativamente”, afirmou a sócia da KPMG no Brasil, Marcelle Mayume Komukai.

 

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Guia do CEO

Durante o painel foi lançado o Guia do CEO para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que é destinada a impulsionar o envolvimento dos líderes empresariais globais com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A publicação define ações claras que CEOs podem tomar para alinhar suas organizações com os ODS e traçar um curso para desbloquear o valor que eles representam.

 

4ª Revolução Industrial, uma nova realidade

O último painel teve a 4º revolução industrial como cenário, com enfoque na inteligência artificial. A executiva de Alianças Educacionais e Universidades da IBM Brasil, Alcely Strutz Barroso, disse que é preciso interagir com as máquinas. “A inteligência artificial busca a intenção da pessoa. Queremos ir às escolas com a ciência da computação para mostrar como ela pode ser um facilitador na vida das pessoas”, revelou.

Já a vice-presidente Jurídica e de Assuntos Corporativos da Microsoft, Alessandra Del Debbio, ressaltou que máquinas não substituem o ser humano. “As pessoas têm criatividade, empatia, nada substitui nossas características naturais. A intenção do inventor é o que vale, está em nossas mãos. Temos de pensar em como aproveitar esse acesso crescente à tecnologia e esses recursos para melhorar nossas vidas, enfatizou.

 

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Painel de encerramento Alcely Barroso, da IBM Brasil; Alessandra Del Debbio, da Microsoft e Luciano Meira, professor de Psicologia da UFPE

 

Na sequência, o pesquisador e professor de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, também defendeu a necessidade de cuidar do ambiente regulatório para a inteligência artificial e disse que conforto e crescimento não coexistem. “A criatividade precisa ser incentivada, permitindo não só o crescimento de uma pessoa cresça, mas de todo um grupo. Na minha visão, temos de ter a capacidade de identificar problemas e encontrar as soluções, sempre com muita resiliência”, opinou.

 O evento teve o patrocínio do Itaú, Braskem, Fibria, Shell e Vale.

 

Fonte: Textual Comunicação

 

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