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Painéis isotérmicos são importantes coadjuvantes à arquitetura sustentável

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Painel isotérmico archiproducts.com

Painéis isotérmicos são importantes coadjuvantes à arquitetura sustentável

Ficou para trás o tempo em que a construção civil era reconhecida como o setor que mais danos causava ao meio ambiente. Apesar de ainda serem grandes os desafios, diariamente temos contato com esse cenário positivo e estimulante, graças aos novos produtos, métodos e mecanismos capazes de proporcionar sustentabilidade aos processos de uma obra. Os diferentes tipos de sistema construtivo sustentáveis são bons exemplos, sendo os painéis isotérmicos um dos mais atuais e aplicados.

Ideais para projetos de construção modular, no Brasil os painéis isotérmicos ganharam ainda mais visibilidade nos últimos dois anos, com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas 2016. Tal fato demonstra uma das maiores qualidades dos sistemas construtivos isotérmicos: a edificação de amplas estruturas e empreendimentos de grande porte, que se tornam possíveis em razão da alta resistência mecânica do material e por proporcionar uma significativa redução nos prazos de entrega do projeto.

 

Os painéis isotérmicos e a construção sustentável

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Painéis isotérmicos Easy-Socket da Termkcal prontos para aplicação – Divulgação

 

Vários são os aspectos que tornam as obras com isopainéis mais sustentáveis, a começar pelo baixo coeficiente de condutividade térmica dos materiais, o que os torna excelentes isolantes térmicos (daí o nome). Alencar Vieira da Silva Junior, diretor industrial da Termkcal do Brasil, explica que tal característica faz com que construções com painéis isotérmicos sejam mais econômicas no uso de climatização. Observa, ainda, que a economia também está no reaproveitamento do material, uma vez que reduz os custos com o tempo de montagem e operação.

Esse é outro grande diferencial do painel isotérmico, pois ele pode ser montado e desmontado, diferentemente de outras soluções de fechamento, como gesso acartonado, alvenaria etc. A sustentabilidade também está no fato de todas as matérias-primas dos painéis isotérmicos serem recicláveis”, completa Junior. Quanto aos tipos de obras que podem se beneficiar do material, o diretor afirma que ambientes comerciais e industriais que requeiram condições assépticas e necessitem de retenção e controle de temperatura são os que mais o utilizam.

 

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Obra executada com painéis isotérmicos de lã de rocha da Isoeste – Divulgação

 

Para Sérgio Bandeira, diretor de desenvolvimento e relações com o mercado da empresa Isoeste, as vantagens sustentáveis dos painéis isotérmicos são tantas que merecem ser listadas, sendo elas:

– A criação de construções secas, desde a produção até aplicação, já que não existe o consumo de água.

– Geração de resíduo zero, pois projetos com painéis isotérmicos são totalmente racionalizados, otimizados e não geram desperdício ou lixo.

– Alta produtividade com pequeno efetivo de mão de obra e redução de etapas.

– Diminuição do peso da edificação com a eliminação de chapisco, emboço, massa fina, entre outros processos e materiais.

– Canteiros menores e com tempo de utilização reduzido.

– A construção de ambientes mais agradáveis, que tenham temperaturas mais amenas e proporcionem bem-estar.

 

Do que são feitos os painéis isotérmicos?

A matéria-prima dos painéis construtivos isotérmicos é quem promove o perfil econômico e ambientalmente correto dos produtos. Sua base é formada por um conjunto de superfície+núcleo+superfície, que forma um sistema estrutural firme e eficiente. Segundo Junior, geralmente essas superfícies são compostas de aço carbono galvanizado ou galvalume, com acabamento já pintado, eliminando, ainda, o processo de pintura na obra. Já o núcleo pode ser constituído de poliestireno expandido (EPS) ou poliuretano expandido (PUR).

 

 

Os materiais oferecem aos painéis isotérmicos outra de suas importantes qualidades: o retardamento a chamas, detalhe que os leva a atender a necessidades e regulamentações específicas para aplicação dos perfis na construção civil. Além de excelente isolante térmico, o produto é flexível, durável e, sobretudo, versátil, atributos que valem não só aos seus inúmeros modelos, texturas, densidades e aplicações, como também às diversas opções atualmente oferecidas pelo mercado.

 

 

A Termkcal, por exemplo, trabalha com os chamados Painéis Easy-Socket, existentes em comprimentos que variam de acordo com as necessidades do projeto e com diferentes tipos de revestimento, dentre eles aço pré-pintado, aço inoxidável ou alumínio stucco. A Isoeste, por sua vez, apresenta painéis isotérmicos dos tipos isofachada siliconizados, isofachada texturizados e o chamado Painel Térmico Isojoint® LDR, com núcleo composto por lã de rocha, com alta resistência e durabilidade, ideais para indústrias e divisórias corta fogo.

 

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Projeto executado com painéis isotérmicos Isofachada Texturizado da Isoeste – Divulgação

 

Como nem tudo tem apenas o lado positivo, com os painéis isotérmicos não é diferente. Apesar de crescente seu emprego em obras famosas e outros tipos de construção, como residenciais e até em containers habitáveis, sua disseminação no país ainda é escassa em relação ao seu potencial. Na opinião dos diretores, paradigmas de conceito e falta de interesse e incentivo do governo à inovação e isenção de impostos freiam seu avanço. Para ambos, uma melhor formação junto a órgãos formadores de opinião, cursos técnicos, faculdades e universidades, trarão mais amplitude à sua utilização e tornarão o mercado mais competitivo.

 

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