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Painel solar: como funcionam as tecnologias mais modernas

Painel
Pixabay

Projetos de energia solar crescem no Brasil e surgem como principal fonte de eletricidade à construção sustentável. Entenda suas técnicas e aplicações!

Geralmente, quando um projeto de arquitetura e construção busca especificar fontes alternativas de eletricidade ao imóvel, placas fotovoltaicas (FV) ou o cada vez mais popular painel é quem atua como o grande gerador de energia solar. E especialmente solar, porque a chamada energia fotovoltaica tem ganhado força e destaque nacional, com a expansão do interesse dos brasileiros, sobretudo por mini e microgerações em comércios e/ou residências.

Pesquisa recente elaborada pelo Datafolha comprova o crescimento da escolha pela fonte solar como opção para a produção de energia elétrica. Segundo o levantamento, 80% dos cidadãos já sabem que existe a chance de gerar sua própria eletricidade e 72% afirmam desejar obter um sistema de energia solar caso sejam criados financiamentos com juros baixos para tal. Para quase 50% dos entrevistados, a redução na conta de luz é o principal motivo.

Ainda, de acordo com Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), “hoje o mercado de autogeração conta com 98,9% de projetos fotovoltaicos, sendo que a parcela que mais se utiliza do sistema é a residencial”. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também demonstram uma tendência positiva para o setor: até 2050, 18% das residências brasileiras farão uso de geração solar.

 

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Dados fornecidos por Cassio Geraldo Marques Silva (CREA 0601486932), da CCM Eletricidade e Engenharia

 

Mas afinal, como escolher um bom painel solar?

Além de economia nos gastos com a energia elétrica de uma casa ou empresa e menos agressões ao meio ambiente, a eficiência na captação de luz da placa solar a ser adotada é ponto que também preocupa usuários, arquitetos e construtores. Para esclarecer essa dúvida e acabar com possíveis incertezas, conversamos com Cassio Geraldo Marques Silva, especialista em tecnologia eletrotécnica e responsável técnico da empresa CCM Eletricidade e Engenharia.

 

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Cassio Geraldo Marques Silva, da CCM – Divulgação

O profissional explica que o sistema solar ideal é o de geração fotovoltaica híbrida, ou seja, aquele que faz a utilização conjunta dos sistemas on e off-grid. “Nesse caso, a tecnologia disponível e em operação possibilita que, na falta de energia da rede pública, cargas prioritárias previamente escolhidas sejam mantidas em funcionamento por tempo previamente determinado. É o melhor dos mundos, pois proporciona autonomia e independência energética ao consumidor”, opina Silva.

 

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Ilustração CCM Eletricidade e Engenharia

 

Para facilitar o cálculo dos coeficientes de capacidades de produção elétrica, o especialista exemplifica: “Ao instalarmos corretamente um módulo fotovoltaico ou painel solar em um local com irradiação global anual média de 1.788kWh/m² e telhado com inclinação e direção adequadas – sendo o equipamento previamente certificado pelo INMETRO e com rendimento aproximado de 16% – haverá diariamente uma geração de 170Wh por metro quadrado de módulo FV instalado”.

 

As atuais tecnologias em painéis solares

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Módulos solares sendo montados em indústria nos EUA – Divulgação

 

Na opinião de Silva, os módulos FV mais utilizados atualmente no Brasil e que garantem maior qualidade na absorção da luz do sol são os modelos de agregado policristalino de 265Wp e 320Wp. Seus pesos chegam a atingir 18,5 kg e 26,5 kg e as medidas equivalem a 1.638mm x 982mm x 40mm e 1.956mm x 992mm x 40mm, respectivamente. De acordo com o especialista, existem padrões de células de silício mono e policristalino, de marcas de renome como Canadian e Jinko.

Para a instalação das placas solares, são utilizados perfis de alumínio fixados à estrutura de telhados e coberturas com acessórios de aço inox, especialmente desenvolvidos para essa finalidade. “Os conjuntos montados frequentemente apresentam garantia contra a ação de ventos de até 200 km/h. No entanto, vale destacar que a qualidade e precisão do trabalho deve ser assegurada pela capacitação da mão de obra e dos instrumentos utilizados pela empresa contratada”, alerta o especialista.

 

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Montagem de módulos FV em telhado de residência – Pixabay

 

Obras das mais diversas podem fazer uso de um painel solar, de pequenas residências a habitações de grande porte. Seu emprego também é indicado a prédios comerciais compactos, galpões de logística, shopping centers, hospitais, indústrias de diversos portes, data centers e aeroportos. Silva destaca que o retorno líquido do investimento representa algo como 1,2% sobre o capital investido. “Esso é só o começo, pois na estimativa não foram consideradas as elevações com os valores das tarifas de energia, possíveis em um futuro bastante breve!”.

 


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