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Parque Villa-Lobos ganha projeto exclusivo de energia solar

Parque Villa-Lobos
Foto: Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo

O primeiro do Brasil provido de energia solar, Parque Villa-Lobos foi o escolhido para a implantação de um projeto de P&D, com investimento de R$ 17 milhões

Na região Oeste de São Paulo, mais precisamente no bairro Alto de Pinheiros, a cerca de 2 km da Avenida das Nações Unidas, fica o Parque Villa-Lobos, um dos maiores e mais populares da capital. Até aí, nada de novo! A não ser por um detalhe em especial que tem oferecido ao espaço um caráter ambiental e economicamente único e sustentável: sua alta eficiência energética conquistada por meio do fornecimento de eletricidade via energia solar.

A ser entregue ainda em 2017, o empreendimento é fruto de um contrato de cooperação técnico-científica firmado entre a Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo e a Cesp – Companhia Energética de São Paulo. A iniciativa visa o desenvolvimento de um projeto-piloto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e instalação fotovoltaica para modelo de referência tecnológica, regulatória, econômica e comercial, inserida, inclusive, na matriz energética nacional.

 

Parque Villa-Lobos
Uma minicentral de geração foi instalada no estacionamento do Parque Cândido Portinari – Secretaria de Energia e Mineração

 

Atualmente, as etapas do sistema de energia solar do Parque Villa-Lobos já concluídas incluem as montagens mecânica e elétrica, além da interligação à rede de comissionamento, uma vez que o sistema de geração é on-grid, ou seja, conectado à uma rede de média tensão de 13,8 KV da AES Eletropaulo. Já a integração do monitoramento da central de transformação à estação solarimétrica está em fase de comissionamento para obtenção dos dados de performance.

 

Aspectos técnicos e sustentáveis do projeto solar

Parque Villa-Lobos
Sergio Souza, CEO da RTB – Divulgação

Sergio Souza, CEO da RTB Holding Energia, empresa executora e fornecedora do sistema fotovoltaico do Parque Villa-Lobos, explica que, ao todo, foram instalados quatro modelos de placas fotovoltaicas dos tipos monocristalino e policristalino de diferentes potências. “Cada painel solar é monitorado pelo sistema supervisório SCADA, juntamente com a estação solarimétrica, o que leva à obtenção de um banco de dados de radiação solar e da performance do processo de geração para análise”, observa o diretor.

 

 

Parque Villa-Lobos
Antônio Celso, subsecretário de Energias Renováveis da SEM – Divulgação

O subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração, Antonio Celso de Abreu Junior, completa afirmando que, “inicialmente, a construção da planta-piloto fotovoltaica estava prevista para ser realizada sobre o solo, porém, devido à grande área que ficaria indisponível para o uso do público, optou-se pela construção de uma estrutura metálica para alocação sobre o estacionamento”. Para ele, essa é a opção mais compatível com a implementação de micro e minicentrais fotovoltaicas em regiões metropolitanas.

 

Parque Villa-Lobos
Postes solares de iluminação autônoma instalados Parque Villa-Lobos – RTB Holding Energia

 

Junior também destaca o quão eficiente o sistema solar do Parque Villa-Lobos será após sua completa instalação. “Por meio de simulações computacionais, há a previsão de uma geração média de 665 MWh por ano, o suficiente para suprir o consumo de 92% da eletricidade dos dois parques – o Villa-Lobos e o Cândido Portinari; esse, interligado ao parque e com 264 vagas de estacionamento cobertas por 3 mil placas solares – ao usar energia limpa proveniente de fonte inesgotável, sem causar qualquer tipo de impacto ao meio ambiente”.

Segundo Souza, os seguidores solares que integram o sistema de energia fotovoltaica são capazes de explorar o melhor posicionamento do sol para a produção de eletricidade. “Os benefícios vão além: nas áreas de lazer, por exemplo, foram instalados 40 postes de iluminação autônoma, que trabalham com o armazenamento de energia em bateria de lítio, gerada durante o dia para iluminar com lâmpadas de LED, e com um sistema inteligente de controle de intensidade da iluminação e acionamento através de sensores de presença”.

 

Parque Villa-Lobos
Os sistemas FV do parque funcionarão por mais de 25 anos, silenciosamente e sem a emissão de poluentes – Secretaria de Energia e Mineração

 

Parque Villa-Lobos, um exemplo para futuros espaços públicos

A implantação do sistema elétrico solar do Parque Villa-Lobos revela e prova, com efeito, como é possível investir em energias renováveis e ainda garantir economia na esfera pública, visto que o retorno financeiro pode ocorrer em apenas sete anos. Já em relação aos ganhos ambientais, o subsecretário lembra que a prática é uma ferramenta eficaz no cumprimento das metas governamentais de redução da emissão de gases de efeito estufa no meio ambiente.

 

Parque Villa-Lobos
Os seguidores solares instalados do parque também ajudará na realização de pesquisas – RTB Holding Energia

 

Realizada a instalação, a planta fotovoltaica não necessita de insumos para a geração de energia, como o óleo diesel, e seu custo de manutenção também é inferior quando comparado a outras fontes de autogeração. Nossa intenção com o projeto do Parque Villa-Lobos é incentivar o uso de eletricidade solar fotovoltaica entre os frequentadores e demonstrar que pode haver harmonia entre tecnologia, geração de energia e meio ambiente”, avalia Junior.

 

Ficha técnica | Parque Villa-Lobos

Ano de entrega

2016/2017

Proponentes

  • CESP – Companhia Energética de São Paulo
  • Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo

Empresas cooperadas

  • AES Tietê
  • AES Eletropaulo
  • Foz do Rio Claro
  • Ijuí

Executoras

  • RTB Holding Energia
  • LSI-TEC – Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico

Coeficiente de capacidade de produção

  • Potência total instalada: 540 KWp
  • Sistema de microgeração divido em quatro tecnologias:

– Estacionamentos (E1, E2 e E3) | 2.095 módulos

– Prédio-lanchonete | 36 módulos

– Seguidores solares fixos e móveis

– Sistema de iluminação autônoma

Potências

  • Estacionamento fotovoltaico E1: 205 KWp
  • Estacionamento fotovoltaico E2: 220 KWp
  • Estacionamento fotovoltaico E3: 97 KWp
  • Seguidor fixo: 5 KWp
  • Seguidor móvel: 5 KWp
  • Prédio-lanchonete: 9,7 KWp | Potência unitária dos módulos: 250 Wp | Potência unitária dos 2 inversores: 5 kW
  • Sistema de iluminação autônoma: 15,6 KWp

Tensões

  • Prédio-lanchonete: tensão de conexão da microcentral – 220 V
  • Estacionamento E1: tensão de saída trifásica – 400 V
  • Estacionamento E2: tensão de saída trifásica – 400 V
  • Estacionamento E3: tensão de saída monofásica – 200 V

Pesos (estrutura metálica, infraestrutura elétrica e painéis FV)

  • Estacionamento fotovoltaico E1: 31.500 kg
  • Estacionamento fotovoltaico E2: 33.100 kg
  • Estacionamento fotovoltaico E3: 16.500 kg
  • Seguidor fixo: 780 kg
  • Seguidor móvel: 1.400 kg
  • Prédio-lanchonete: 1.100 kg
  • Sistema de iluminação autônoma: 1.600 kg

Medidas (abrangência em área – m²)

  • Estacionamento fotovoltaico E1: 1.300 m²
  • Estacionamento fotovoltaico E2: 1.460 m²
  • Estacionamento fotovoltaico E3: 660 m²
  • Seguidor fixo: 16 m²
  • Seguidor móvel: 16 m²
  • Prédio-lanchonete: 60 m²
  • Sistema de iluminação autônoma: 1.200 m²

Cabos elétricos CC e CA

Prysmian

Instrumentos de medição da estação solarimétrica

Campbell

Inversores

  • Ingeteam
  • Modelos:

– Prédio-lanchonete: Ingecon Sun 5TL M

– Estacionamento E1: Ingecon Sun 33TL

– Estacionamento E2: Ingecon Sun 28TL

– Estacionamento E3: Ingecon Sun 5TL M

Painéis fotovoltaicos

  • DYA Solar
  • Canadian Solar
  • BYD Energy do Brasil
  • Modelos:

– Prédio-lanchonete: BYD 250P6C-30

Estacionamento E1: SV-245D12

– Estacionamento E2: CS6K-275M

– Estacionamento E3: BYD 250P6C-30

 

 

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