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Plataformas aéreas: versáteis, produtivas e seguras

Foto: JLG - divulgação
Foto: JLG – divulgação

Seja para realizar pinturas, reformas, instalações ou manutenções nas alturas, a forma mais prática e segura é por meio das Plataformas de Trabalho Aéreo (PTA).

Esses equipamentos não apenas permitem maior produtividade nas operações, como também possibilitam que trabalhadores com suas ferramentas e materiais acessem pontos elevados com rapidez e eficiência, mostrando-se fundamental para a construção civil.

Essas plataformas apresentam uma grande versatilidade, estão disponíveis em diferentes modelos e tamanhos, podendo ser do tipo unipessoal, mastro, tesoura, tesourão, articulada, telescópica ou spider – que tem como grande diferencial a capacidade de subir e descer escadas. Embora não haja fabricantes nacionais deste tipo de equipamento, a demanda pela locação no Brasil é crescente, especialmente com os modelos tesoura e articulada.

 

Plataforma aérea telescópica - Divulgação Haulotte
Plataforma aérea telescópica – Divulgação Haulotte

 

As especificações variam de acordo com os tipos de operações e necessidades, podendo ou não ser autopropelida, com acionamento elétrico ou diesel, por exemplo. As plataformas aéreas elétricas são ideais para trabalhos em ambientes fechados como shoppings, supermercados, controle de estoque, entre outros. Já as que funcionam a diesel, por sua vez, são recomendadas para trabalhos externos, pois emitem poluentes.

Existem plataformas disponíveis em versões com tração nas duas rodas (4×2) ou nas quatro rodas (4×4), e modelos com direção nas duas ou quatro rodas passando. O pneu também pode ser especificado, entre o cinza ou branco, que tem características anti marcantes, ou o preto, que pode marcar o piso onde atua, sendo indicado para áreas externas. Além disso, os pneus podem ser pneumáticos ou preenchidos com elastômero, que, por não furar e murchar, proporciona maior segurança.

 

Plataforma aérea articulada, com pneu cinza anti marcante, para áreas internas  - Divulgação Haulotte
Plataforma aérea articulada, com pneu cinza anti marcante, para áreas internas – Divulgação Haulotte

 

O cliente pode solicitar ainda que sejam instalados nas plataformas itens adicionais, como um duto de água, de ar comprimido e uma extensão para energia elétrica. Por isso, para que os equipamentos atendam da melhor forma possível é preciso especificar o uso exato que a plataforma irá desempenhar, seja com o tipo da obra, altura de trabalho (considerando a altura do operador), terreno em que será operada – para verificar se o local suporta o peso do equipamento – e tipo de ambiente.

 

Maior produtividade

Jacques Iazdi
Jacques Iazdi

As PTAs substituem de forma produtiva e mais segura os improvisados andaimes, montados em ocasiões que a mobilidade é restrita. “Há uma economia de tempo e de mão de obra quando se compara as plataformas aos andaimes. O equipamento permite que o operador suba junto com o material de trabalho, além de garantir mais estabilidade e ergonomia”, ressalta o especialista e diretor de desenvolvimento humano da WJ Soluções Técnica, Jacques Iazdi.

No vídeo abaixo, por exemplo, uma breve animação faz um comparativo do uso destes dois métodos para a pintura de uma fachada. Além do andaime necessitar de mais tempo para montagem e desmontagem – o que resulta em três dias e dez horas de diferença –, ele também demanda de três funcionários a mais que uma plataforma.




 

Simone Jardim
Simone Jardim

“Uma construção tem uso intensivo de mão de obra e são precisos bons equipamentos para cumprir prazos e metas financeiras. Muitas vezes, as empresas que estão mais de olho na sustentabilidade estão ligadas nesses fatores, mas esquecem de fazer um planejamento adequado em relação ao uso das plataformas”, conta Simone Jardim, diretora de responsabilidade social e de sustentabilidade da WJ Soluções Técnica.

De acordo com Simone, ainda há uma grande carência deste tipo de organização por parte dos gestores e projetistas. “A PTA é um item tático para a construção, só que sem planejamento de quais os equipamentos mais adequados, para cada momento da obra, com o tamanho correto, as empresas estão perdendo e não se dão conta”, ela explica.

“O que a gente percebe é que às vezes a empresa gasta muito na locação das PTAs, sendo que não é o modelo ideal, poderia ser um menor, com valor inferior, pois atenderia a demanda da mesma forma, com maior economia”, completa Iazdi, ressaltando a importância de uma consultoria, desde a escolha do equipamento mais adequado, até para o treinamento e capacitação do operador, “da concepção à entrega final”.

 

Maior segurança

A NR 18, que trata de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, em seu anexo IV, aborda os requisitos mínimos de segurança para as plataformas de trabalho aéreo.

Além dos itens básicos de equipamentos de proteção individual (EPI), tais como capacete, botas e cinto de segurança, as PTAs contam com dispositivos e especificações que aumentam a segurança do operador. É o caso da barra de segurança (conhecida também como pothole) posicionada próxima ao solo e que protege contra tombamento em plataformas tipo tesoura. Se o equipamento, ao se movimentar, passar por um buraco, o sistema o equilibra.

 

Plataforma elevatoria de tesoura Foto: manipuladortelescopico.com.br
Plataforma elevatoria de tesoura Foto: manipuladortelescopico.com.br

 

Outro item, é o dispositivo diferencial residual (DDR), que encontra-se entre as duas rodas, sendo acionado em caso de fuga de tensão na parte metálica da máquina ou mesmo se o operador encostar-se acidentalmente à extensão elétrica do cesto aéreo.

É muito importante que o operador conheça a plataforma a ser utilizada, pois cada equipamento possui uma especificação referente à capacidade de carga. “Toda PTA tem uma limitação de peso que você pode colocar no cesto. Em um equipamento que suporta até 230 kg, por exemplo, se cada operador pesar 100 kg, com dois funcionários, ainda sobrariam 30 kg para levar alguma ferramenta ou material”, ilustra Iazdi.

Algumas plataformas contém um sensor de carga, que quando tem seu limite ultrapassado, soa um sinal sonoro e bloqueia a subida, evitando qualquer risco. “Já a plataforma que não tem sensor, em caso de peso excedente, ela continua subindo, com risco de tombamento – inclusive com um alerta especificado no manual de operação do equipamento”, revela o especialista, explicando que neste caso cabe ao operador descarregar e voltar à carga admissível pelo fabricante.

O dispositivo inclinômetro considera um limite máximo de inclinação, bloqueando a ação de içamento do cesto ou da plataforma se estiver fora do nível de segurança. Já a gradeabilidade indica, em porcentagem, a medida para realizar subidas e descidas de rampas de forma segura, mas Iazdi alerta que “muitos operadores mal formados não têm esse conhecimento e podem tombar o equipamento por achar que dá”.

 

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Outro item de segurança é o giroflex, que aciona flashs de luz para sinalizar que o equipamento está próximo. Alguns modelos possuem também um acionamento de descida de emergência, caso acabe a energia ou dê algum tipo de pane.

De acordo com Iazdi, na base do equipamento é possível executar todas as funções, exceto o deslocamento, para que seja realizado um checklist diário antes de subir no cesto. “Assim o operador sabe que a máquina está em ordem, completa, sem problemas para subir e trabalhar em altura. Ele não pode perceber que há algum erro lá em cima”, ele esclarece.

“Quando se pensa em sustentabilidade, se pensa também em segurança para a vida humana. Se as empresas do setor de construção têm esse discurso e essa prática voltada para sustentabilidade, não tem como elas não estarem atentas a essa condição do trabalhador, garantindo sua maior segurança”, conclui Simone.

 

 

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Um comentário

  1. Simone Silva Jardim

    A matéria “Plataformas aéreas: versáteis, produtivas e seguras” foi redigida com brilhantismo pela repórter Gabrirla Nunes. Ela faz uma panorâmica precisa e rica em detalhes desses equipamentos. Ressaltar a sustentabilidade como elemento vital para o uso planejado das PTAs é uma abordagem de ponta que adotamos junto aos nossos clientes, tendo em vista que empresas com responsabilidade socioambiental ao colocar seus colaboradores para operar esses equipamentos
    precisam oferecer treinamento adequado, o que infeliznente nem sempre se verifica na prática. Só trabalhadores bem preparados tem condições
    de operar com segurança total e alta produtividade esses equipamentos de larga utilização em diferentes setores da economia.

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