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Produtividade em fôrmas alternativas para concretagem

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Foto: commons.wikimedia.orgwikiFileConcrete

Fôrmas exclusivamente em alumínio, em plástico e em OSB podem render maior produtividade se aplicadas a projetos adequados

Com a economia global passando por uma crise e um cenário de dúvidas para os empreendedores, as empresas buscam diversificar suas soluções e solidificar o atendimento aos clientes, de olho numa produtividade maior. Inúmeros projetos de engenharia e obras são realizados pelo mundo graças a sistemas capazes de se moldarem às fôrmas e geometrias, levando em conta o conceito de liberdade arquitetônica.

Apostas certeiras são uma luz clara sobre um mercado muito competitivo, por conta da menor quantidade de operações em curso. O setor da construção civil, no Brasil, é um dos que mais sente uma crise sem precedentes, muito por conta dos esquemas de corrupção revelados pela operação Lava Jato. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, o PIB da construção civil teve uma queda de 5,2% em relação ao ano anterior.

 

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Miguel Costa, da ABRASFE

O mercado atual da engenharia civil tem evoluído para implementar compósitos e soluções nos mais variados segmentos. Fôrmas alternativas para concretagem têm sido utilizadas aqui. “São fôrmas mistas, compostas de uma estrutura metálica – alumínio ou aço – com a face formante com materiais compostos, como as placas de termoplásticos (polietileno/polipropileno)”, relata o engenheiro Miguel Henrique Costa, responsável pelo Comitê Técnico da Associação Brasileira de Fôrmas, Escoramentos e Acesso (ABRASFE).

Formam um ‘sanduíche’ interno reforçado com chapa de alumínio e núcleo em PP/PL ou núcleo em espuma de poliuretano, assim como um complemento interno de fiberglass (poliéster + fibra de vidro) e as placas de resina termo fixa fenólica, maciça. Outras soluções habitualmente utilizadas são as fôrmas em monobloco, com estruturação e face formante em uma única peça injetada, em termoplástico”, complementa Costa.

Há também outras soluções que trazem produtividade aos usuários. Uma delas são os painéis de fôrma feitos exclusivamente de alumínio. As peças podem ser reutilizadas centenas de vezes e o alumínio continua com alto valor de recompra. Outra solução é o OSB, que utiliza como matéria prima a madeira de qualidade inferior. A utilização destas placas é mais comum como material de construção.

 

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Fôrmas sendo retiradas por operários – Foto: Flickr

 

Cada sistema de fôrma apresenta compósitos e métodos de utilização interfere diretamente na produtividade, qualidade e quantidade da mão de obra empregada, assim como nos parâmetros de leveza que conferem maneabilidade ao transporte. Os compósitos em contato com o concreto fornecem qualidade ao concreto aparente e reparabilidade para a manutenção.

A aplicação de cada tipo de fôrma depende muito do projeto. A produtividade vai depender também de fatores externos. “Compósitos formados de poliestireno ou blendas termoplásticas são mais afetados a variações elevadas de temperatura do meio externo. Enquanto isso, fôrmas convencionais de madeira estão mais suscetíveis a intempéries e ações do meio”, afirma Costa.

As fôrmas plásticas têm apresentado uma grande inserção na engenharia civil, atuando nas fôrmas de lajes nervuradas como cubetas e de casas moldadas in loco. Principalmente em estruturas atípicas, compostas por faces de múltiplas curvaturas, onde o plástico permite uma melhor conformação, sem comprometer a integridade estrutural e a produtividade, além de não absorver nenhuma água. Fôrmas totalmente de plástico ainda não são muito comuns.

 

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Sistema de fôrma para concretagem em local onde será instalada uma piscina – Foto: Flickr

 

Em termos de sustentabilidade, os termoplásticos são os materiais mais indicados. Eles podem ser reprocessados e remodelados para reutilização. “Materiais como resinas termofixas, poliuretanos, fenólicos e poliéster não são completamente recicláveis. Após a reação química de conformação, não retornam mais ao estado liquido necessário para a remodelagem”, lembra Costa.

Um dos grandes vilões sustentáveis atuais da fôrma em obra é a madeira, em especial o compensado, pois tem relativamente poucas reutilizações nem pode ser reciclado. No entanto, é importante lembrar que as fôrmas são apenas um subsistema do todo. A visão sobre a sustentabilidade precisa ser direcionada ao sistema como um todo. E que não há “fôrmas superiores”, não há como falar de produtividade de uma forma genérica. A tendência do mercado são soluções específicas otimizadas em determinadas aplicações.

 

SH

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Michael Rock, da SH

Em termos de fôrmas moduladas, ou seja, chassi metálico com forração de compensado, a SH se orgulha de ter dado um passo a mais para substituir o compensado por outros materiais. “A SH usa na fôrma Topec® Premium para laje, placas de plástico sofisticadas, com três camadas diferentes: uma cuida do acabamento, outra da resistência e a terceira é otimizada para reduzir o peso”, conta Michael Rock, diretor técnico da SH.

As placas oferecem produtividade e durabilidade acima de sete anos, além de serem recicláveis. Outro produto de destaque da linha de fôrmas SH é o Lumiform®, fôrma de alumínio para estruturas de parede de concreto. “Elimina totalmente o uso de madeira, porque está sendo fabricado sob medida para cada obra. É uma solução muito interessante sob inúmeros aspectos: do custo baixo até a sustentabilidade pela reciclagem do material após a vida útil, porém só viável para obras repetitivas”, completa Rock.

 

 MILLS

Mills não atua diretamente na produção de produtos plásticos. Chapas PP (polipropileno) e sarrafos sintéticos são produzidos em fornecedores especializados. A atuação da empresa se dá na aplicação deste material junto com suas fôrmas e vigas industrializadas.

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Vinicius Monteiro, da MILLS

“Temos estudado alternativas na substituição das chapas compensadas fenólicas por chapas de sintéticas PP (polipropileno) e também a substituição de sarrafos de madeira por compostos plásticos com características similares”, expõe Vinicius Monteiro, gerente técnico da Mills, lembrando-se de um DNA inovador da empresa. “Somos pioneiros no sistema de utilização de fôrmas de alumínio no Brasil”.

 

 

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