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Projeto luminotécnico surpreende por desempenho e eficiência

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Arena da Amazônia – Foto: Marcus Bredt

Escritório ACENDA conta como um elaborado plano luminotécnico ajudou o estádio Arena da Amazônia a ser um dos mais sustentáveis do Brasil

Diz um provérbio português que “casa sem luz é tumba de vivos” e, seja subjetiva ou concretamente, você há de concordar que a luminosidade realmente faz toda a diferença! Mas pensamentos à parte, certo é que na prática arquitetônica um projeto luminotécnico bem concebido e executado é capaz de ditar formas, estilos, sentidos e dimensões. Somando-se a esse traço técnicas sustentáveis de iluminação, os ganhos e consequências oportunas serão inevitáveis.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que, de toda a energia elétrica gerada no Brasil, quase 20% são consumidos pelo setor de iluminação e produção de luz. Então, se a ideia é economizar e conquistar maior eficiência energética com o uso de métodos alternativos, lançar mão de projetos luminotécnicos profissionais e que incluam técnicas e ações sustentáveis pode ser o caminho. Soluções essas, aliás, têm hoje à disposição processos que vão muito além da vital iluminação LED.

 

Quando a sustentabilidade é aplicada ao sistema luminotécnico

Para ser sustentável, independentemente de conquistar ou não um selo ambiental, um bom projeto de iluminação deve atender a aspectos que não prezem apenas por quantidade e níveis de luminosidade. Quem afirma é Paula Carnelós, lighting designer na ACENDA Projeto Luminotécnico e presidente da AsBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação. Segundo a especialista, também é preciso considerar aspectos técnicos, como níveis de luz, temperatura de cor, índice de reprodução da cor etc.

 

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Paula Carnelós – Foto: Demian Golovaty

“Mais importante do que esses pontos são as questões qualitativas, que englobam eleger o que se quer revelar, ressaltar a arquitetura, criar atmosferas no ambiente, entender as particularidades culturais e regionais do local, a idade dos usuários e o tipo de atividades desempenhadas”, completa Paula. Em sua opinião, um sistema luminotécnico dito sustentável não é só mais um diferencial, uma vez que entende que quaisquer projetos de arquitetura e luminosidade devem seguir tal conceito por natureza, desde a sua concepção.

A profissional explica que, na relação custo/benefício, fazer uso de uma luminotécnica sustentável é mais vantajoso, sobretudo para demandas de manutenção. “O tempo de vida dos equipamentos novos é maior do que a duração dos convencionais e, consequentemente, o consumo cai de maneira considerável. Antigamente, usava-se luminárias para lâmpadas dicróicas de 50W e hoje consegue-se as mesmas características de fluxo luminoso e abertura de facho com 12W, por exemplo”.

 

Da teoria à prática – o projeto do Arena da Amazônia

Parte do portfólio da ACENDA, o projeto básico e executivo de iluminação interna do estádio Arena da Amazônia foi desenvolvido por Paula e sua ex-sócia, Luciana Costantin. Certificado como LEED® Silver na categoria BD+C (novas construções), o empreendimento apresenta um conceito luminotécnico bem particular voltado às áreas funcionais, incluindo um sistema exclusivo que proporciona efeito de luz geral. Para ele, as lâmpadas adotadas foram fluorescentes tubulares T5 de 13W, 25W ou 50W e fluorescentes compactas de 18W e 26W.

 

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Em todas as fases, arquitetos atuaram em conjunto com especialistas no projeto luminotécnico, resultando em harmonia e eficácia – Marcus Bredt

 

Já para as demais áreas, dentre elas camarotes, circulação, áreas VIPs, podium e fachada, o conceito foi elaborado pelo escritório alemão Conceptlicht Lighting Design. O foco foi proporcionar aos espaços uma luz geral e com brilho; para tal, os camarotes e áreas VIPs receberam luminárias embutidas no forro para lâmpadas de vapor metálico. Nas circulações, luminárias de sobrepor com fachos assimétricos especiais, o que propicia maior espaçamento entre as peças e reduz a quantidade de pontos instalados e o consumo de energia.

Em relação à sustentabilidade, a cobertura e fachada do Arena merecem igual destaque. De acordo com Sander C. Troost, do escritório GMP Brasil, responsável pelo projeto arquitetônico, ambas são feitas de PTFE, um tecido translúcido de fibra de vidro. “Por um lado, as áreas de acesso público recebem um sombreamento eficaz. Por outro, há a máxima utilização da luz diurna e, à noite, a iluminação faz uso da translucidez da membrana, destacando a estrutura metálica e permitindo que o estádio seja suavemente iluminado”, descreve o diretor.

 

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Conheça, a seguir, outros detalhes construtivos sustentáveis e demais especificações do Arena da Amazônia:

 

 

Ficha técnica | Arena da Amazônia

Área construída

83.500 m²

Capacidade total

44.500 torcedores

Ano de entrega

Março de 2014

Consultoria em sustentabilidade

Sustentech

Construção

Andrade e Gutierrez

Arquitetura

Gerkan Margund Partner (GMP)

Gestão do projeto arquitetônico no Brasil

Burkhard Pick

Sander Christiaan Troost

Parceria ao projeto arquitetônico

Grupo Stadia

Schlaich Bergermann und Partner

Projeto luminotécnico do campo

GE Lighting

Projeto luminotécnico interno

ACENDA

Instalações elétricas

Soeng Construção Hidroelétrica Ltda.

 

 

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