sexta-feira , 19 janeiro 2018
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Varejo sustentável é tema de estudo do WGBC

Varejo sustentável
Varejo sustentável

 Varejo sustentável é tema de estudo do WGBC

A World Green Building Council (WGBC), entidade mundial referência no setor de construção sustentável, publicou recentemente um estudo inédito que aponta a preferência de clientes por espaços de venda mais sustentáveis. Denominado “Saúde, Bem-Estar e Produtividade no Varejo: O Impacto de Construções Sustentáveis em Pessoas e Lucros”, o relatório atesta a importância do desenvolvimento do chamado varejo sustentável.
O principal objetivo da pesquisa é demonstrar que lojas que contam com elementos-chave da sustentabilidade, entre eles iluminação e ventilação natural e elementos verdes, podem incentivar pessoas a entrarem, permanecerem e comprarem mais em espaços do varejo sustentável do que em lojas tradicionais.
O relatório fornece, ainda, uma estrutura de suporte que pode ser usada pelos donos de varejos para melhorarem seus espaços, incluindo estudos de caso que abrangem propriedades no Reino Unido, Espanha, Ásia e Estados Unidos, além de grandes centros de vendas inseridos no varejo sustentável, como o Stocklands Wetherill Park e o Lendlease’s Barangaroo South.

 

O valor do varejo sustentável para o segmento

Mesmo que o tema responsabilidade socioambiental esteja cada vez mais em pauta na construção civil, seja no meio residencial ou comercial, fato é que ainda há muito que fazer na busca pelo varejo e consumo sustentável. De acordo com a WorldGBC, apesar do aumento no interesse em saúde e bem-estar no setor imobiliário, a maioria dos varejistas perde a oportunidade de entender melhor como o ambiente físico do comércio pode afetar funcionários e clientes.
A entidade faz, ainda, um panorama sobre o varejo sustentável para o segmento: “No Reino Unido, por exemplo, os varejos são responsáveis por 43% do valor total de imóveis comerciais. Essa categoria também é a maior emissora de CO2 dentro do setor comercial”. Terri Willis, CEO do WGBC, completa: “Mas agora está surgindo um novo tipo de negócio, que entende que melhores ambientes de comércio levam a melhores experiências para clientes”.

 

A importância do estudo para o varejo sustentável

Essencial para o cenário varejista mundial, o contexto apresentado pelo “Saúde, Bem-Estar e Produtividade no Varejo: O Impacto de Construções Sustentáveis em Pessoas e Lucros” permitirá aos lojistas olharem suas propriedades com o objetivo de entendê-las e melhorar o seu desempenho financeiro com foco no varejo sustentável. Para o WGBC, ambientes físicos mais sustentáveis podem levar a lucros maiores e, por adotarem tal caráter, fortalecer o valor que têm edifícios sustentáveis e mais saudáveis.
O significado do relatório também foi exposto por Paul King, diretor geral de sustentabilidade, comunicações e marketing da marca Lendlease Europa. Em sua opinião, “um estudo voltado ao varejo sustentável é um marco importante em termos de habilidade ao demonstrar os benefícios financeiros e comerciais trazidos pelo foco na saúde e no bem-estar aplicados ao varejo, além de também trazer importantes lições para a indústria”.

 

Varejo sustentável
Langham Place

 

Evidências traçadas para o varejo sustentável

Com a realização do estudo do WorldGBC, foi possível chegar à conclusão de que os ambientes de varejo sustentáveis estão se tornando cada vez mais atrativos para clientes e potencialmente mais lucrativos para varejistas. O relatório sobre varejo sustentável também inclui os seguintes dados:
– Pesquisa do Conselho Internacional de Shoppings Centers sugere que centros de estilo de vida e lojas a céu aberto conectados com a natureza obtêm melhor desempenho em termos financeiros do que shoppings convencionais, com maior número de visitantes e visitas repetidas.
– O grupo varejista americano Walmart desenvolveu uma loja conceito na qual apenas metade da loja conta com iluminação natural. Descobriu-se que nessa área as vendas por metro quadrado foram significativamente maiores.
– Pesquisas também demonstram que clientes são mais suscetíveis a comprar em lojas com arredores naturais, uma vez que classificaram aquelas com elementos verdes como “amigáveis”, afirmando que as visitariam com mais frequência.
Para lojistas e empreendedores aqui do Brasil, o estudo figura como um guia indispensável à busca por um varejo sustentável de qualidade. Para obter a pesquisa na íntegra, acesse: Relatório WorldGBC 2016.
(Com informações de GBC Brasil e WorldGBC)

 

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